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Blog do Cônego José Gonçalo

Domingo da Ascensão do Senhor.

Vox Dei nº 453 de 28 de maio de 2017

Amados irmãos(as).

 

Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade á missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espírito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficarem de braços cruzados, mas agirem, isto é, continuarem a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”.

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citanda a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor.

Está solenidade nos prepara para nossa Festividade de 04/06 a 11/06, onde louvaremos o mistério da TRINDADE SANTA.

Boa semana.

Deus abençoe a todos.

Côn. Gonçalo.

 

 

VI DOMINGO DE PÁSCOA

Vox Dei nº 452 de 21 de maio de 2017

O TEU ESPÍRITO ME CONSOLA E ENCORAJA

 

Amados irmãos (as).

 

A uma semana da Solenidade da Ascensão do Senhor a Igreja nos convida com a liturgia deste domingo, que é continuidade da liturgia do domingo passado, a prepararmo-nos para sua partida física de nosso mundo. O trecho do Evangelho de hoje é a segunda parte do primeiro discurso de despedida e tem como ponto central o amor dos discípulos a Jesus, expresso através da observância dos seus mandamentos. Jesus promete a eles o dom do Espírito da Verdade e assegura a sua presença a todo aquele que observar seus mandamentos. Essa notícia foi motivo de consolo e encorajamento para os discípulos e o é, hoje, para nós pois sabemos que Jesus nunca nos deixará sem rumo. Tal como o Povo de Israel que, no deserto, diante de si levava a arca da aliança com as tábuas dos mandamentos, representação da Presença de Deus em seu meio, a Igreja e cada um de nós, ao guardarmos e observarmos os mandamentos do Senhor, poderemos contar com a certeza da sua presença em nós e entre nós, não mais apenas sensível (física), mas espiritual e interior, pela fé. É uma presença tremenda que nos enche de coragem e ânimo para enfrentarmos os obstáculos e dificuldades. Mas, para desfrutarmos dessa graça é preciso que antes, observemos seus mandamentos. Já ouvi muitas pessoas queixando-se (eu mesmo já fiz isso) de não sentir Jesus atuando em sua vida diária, a tal ponto de chegarem a afirmar que Deus tem coisa muito mais importante a fazer do que se preocupar com seus problemas. Julgam que Deus está afastado delas. Será mesmo assim ou será que elas é que estão afastadas de Deus? Todas as vezes que não observamos os mandamentos de Jesus, o afastamos de nossa vida. Não é Ele quem se afasta! Todas as vezes que nosso comportamento contraria a vontade de Deus trazendo prejuízos aos nossos irmãos e à nós mesmos, somos nós que dizemos a Ele: "sai fora, vou fazer ou vou agir do jeito que eu quero!" 

Assim, se quisermos sentir a presença de Jesus e o consolo do seu Espírito, precisamos, antes, viver como Ele deseja que vivamos. E viver como Jesus é aceitar que teremos tribulações, muito mais com Ele do que sem Ele, porque nosso modo de vida começará a incomodar e denunciar o modo de viver de outras pessoas. Pedro, em sua primeira carta diz: Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir.  Fazei-o porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal.

Por isso, Jesus nos envia o Espírito Santo, como Advogado, nosso Defensor, que nos dará palavras e comportamentos acertados nos momentos de maior necessidade. Mas precisamos permitir sua ajuda! Quantas vezes diante de uma atitude o Espírito nos constrange, fala dentro de nós e não lhe damos ouvidos? Aproveitemos suas moções e deixemo-nos guiar para transpareça este poder que Deus tem de modificar nossa vida e a vida daqueles que estão à nossa volta. A caminhada com Cristo não é fácil. O terreno é íngreme e a passagem estreita. Ademais não somos perfeitos e muitas vezes derramamos lágrimas e caímos. Mas nosso Deus não nos condena, nos ajuda enviando-nos seu Espírito, para nos provar que é na nossa fraqueza que Ele revela sua força transformadora. Assim, seguindo a luz de sua Ressurreição e não afastando de nós o seu Espírito de Verdade, nós mesmos passaremos a brilhar para que mais irmãos o descubram e a Ele se entreguem.

Deus abençoe a todos.

Boa semana.

Côn. Gonçalo.

 

 

“V DOMINGO DE PÁSCOA”

Vox Dei nº 451 de 14 de maio de 2017

Jesus: caminho para o pai

Estimados irmãos e irmãs,

O evangelho deste quinto domingo da Páscoa faz parte do grande discurso de despedida de Jesus que nos ensina que Ele e o Pai são um só. Jesus nos ensina que Ele voltará para junto do Pai; que as criaturas humanas têm um destino eterno; Jesus nos ensina que Ele é o único caminho de acesso a Deus, e que os apóstolos, em conhecendo esse caminho, deviam encher-se de fé e de confiança na sua misericórdia.

Jesus inicia sua despedida dizendo que é uma viagem necessária, para lhes preparar um lugar, e que eles conhecem o caminho. Tomé responde que não. Jesus explica que ele mesmo é o caminho da Verdade e da Vida, o caminho pelo qual se chega ao Pai. Toda pessoa piedosa sonha ou deseja, ou melhor, quer ver e conhecer a Deus.

O homem e a mulher vivem, nestes tempos acelerados, em apreensão. A apreensão faz parte da natureza humana e não poderia ser diferente com os apóstolos. Todos nós queremos ver ao Pai, sentindo um desejo, menor ou mais intenso, de ver o rosto de Deus.

Os discípulos se sentem perturbados e desanimados, revelando a situação da comunidade no tempo em que o Evangelho de João foi escrito. A fé em Jesus e em Deus é capaz de sustentar seus seguidores também diante das dificuldades.

Ao se despedir, Jesus promete que vai preparar um lugar para os seus e os convida a segui-lo pelo caminho que é ele mesmo: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Essa bela autodefinição é o centro desse evangelho. Jesus não apenas aponta o caminho, mas ele é o caminho; não apenas revela a verdade, mas ele é a verdade; não apenas defende a vida, mas ele é a vida plena.

Jesus é o caminho da vida e por ele o Pai vem a nós, estabelecendo morada na comunidade. Para os judeus, a lei (Pentateuco) era o caminho de acesso a Deus e a verdade a ser acatada. Já Jesus propõe a si próprio como o caminho que revela o rosto do Pai, o caminho por meio do qual podemos entrar nos mistérios de Deus Pai.

Jesus é a verdade, que, em sentido bíblico, significa fidelidade plena ao Pai e à missão. Como verdade, ele é a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível do amor do Pai. Jesus verdade é a sintonia profunda com os anseios divinos.

Jesus é a vida, pois a proporciona em plenitude. Ele sempre esteve ao lado da vida mais ameaçada. Ao longo de toda a sua missão, doou a própria vida para a defesa da dos outros. É ele que nos comunica a vida plena, pela qual tanto anseia o coração humano.

Fazer a experiência de Jesus, caminho, verdade e vida, é experimentar e ver o próprio Deus: “Quem me vê, vê o Pai”. A vida de Jesus, seu jeito de agir, sua liberdade para fazer o bem, seu amor pelos mais pobres, tudo isso torna visível o rosto amoroso do Pai. Sempre que agimos à maneira de Jesus, estamos colaborando para tornar Deus presente entre nós. Considerem, portanto, que esses ensinamentos são repletos de emoção, conselho e de encantamento espiritual.

 

Boa semana a todos!

“V DOMINGO DE PÁSCOA”

Vox Dei nº 451 de 14 de maio de 2017

Jesus: caminho para o pai

Estimados irmãos e irmãs,

O evangelho deste quinto domingo da Páscoa faz parte do grande discurso de despedida de Jesus que nos ensina que Ele e o Pai são um só. Jesus nos ensina que Ele voltará para junto do Pai; que as criaturas humanas têm um destino eterno; Jesus nos ensina que Ele é o único caminho de acesso a Deus, e que os apóstolos, em conhecendo esse caminho, deviam encher-se de fé e de confiança na sua misericórdia.

Jesus inicia sua despedida dizendo que é uma viagem necessária, para lhes preparar um lugar, e que eles conhecem o caminho. Tomé responde que não. Jesus explica que ele mesmo é o caminho da Verdade e da Vida, o caminho pelo qual se chega ao Pai. Toda pessoa piedosa sonha ou deseja, ou melhor, quer ver e conhecer a Deus.

O homem e a mulher vivem, nestes tempos acelerados, em apreensão. A apreensão faz parte da natureza humana e não poderia ser diferente com os apóstolos. Todos nós queremos ver ao Pai, sentindo um desejo, menor ou mais intenso, de ver o rosto de Deus.

Os discípulos se sentem perturbados e desanimados, revelando a situação da comunidade no tempo em que o Evangelho de João foi escrito. A fé em Jesus e em Deus é capaz de sustentar seus seguidores também diante das dificuldades.

Ao se despedir, Jesus promete que vai preparar um lugar para os seus e os convida a segui-lo pelo caminho que é ele mesmo: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Essa bela autodefinição é o centro desse evangelho. Jesus não apenas aponta o caminho, mas ele é o caminho; não apenas revela a verdade, mas ele é a verdade; não apenas defende a vida, mas ele é a vida plena.

Jesus é o caminho da vida e por ele o Pai vem a nós, estabelecendo morada na comunidade. Para os judeus, a lei (Pentateuco) era o caminho de acesso a Deus e a verdade a ser acatada. Já Jesus propõe a si próprio como o caminho que revela o rosto do Pai, o caminho por meio do qual podemos entrar nos mistérios de Deus Pai.

Jesus é a verdade, que, em sentido bíblico, significa fidelidade plena ao Pai e à missão. Como verdade, ele é a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível do amor do Pai. Jesus verdade é a sintonia profunda com os anseios divinos.

Jesus é a vida, pois a proporciona em plenitude. Ele sempre esteve ao lado da vida mais ameaçada. Ao longo de toda a sua missão, doou a própria vida para a defesa da dos outros. É ele que nos comunica a vida plena, pela qual tanto anseia o coração humano.

Fazer a experiência de Jesus, caminho, verdade e vida, é experimentar e ver o próprio Deus: “Quem me vê, vê o Pai”. A vida de Jesus, seu jeito de agir, sua liberdade para fazer o bem, seu amor pelos mais pobres, tudo isso torna visível o rosto amoroso do Pai. Sempre que agimos à maneira de Jesus, estamos colaborando para tornar Deus presente entre nós. Considerem, portanto, que esses ensinamentos são repletos de emoção, conselho e de encantamento espiritual.

 

Boa semana a todos!

IV DOMINGO DE PÁSCOA.

Vox Dei nº 450 de 07 de maio de 2017

Domingo do BOM PASTOR.

EU SOU O BOM PASTOR Jo 10,1-10

 

Amados irmãos (as).

Celebramos hoje o 04 Domingo da Pascoa, conhecido também como dia mundial de orações pelas vocações consagradas e finalmente como o domingo do Bom Pastor.

Neste trecho do evangelho Jesus se apresenta como a porta das ovelhas. A Porta da segurança, a Porta que traz salvação para quem por ela passar. Mais adiante, no versículo onze, Jesus dirá: “Eu sou o Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas”. O pastor e o seu rebanho era uma realidade muito comum na vida do povo, no tempo de Jesus.

O que esse relato nos mostra é a intimidade, o afeto entre o pastor e as ovelhas. Percebemos que existe entre eles um amor e uma confiança muito grande. Jesus vai dizer que as ovelhas não seguem um estranho.

A porta tem duas finalidades: a de permitir a entrada dos donos da casa, e também a de impedir o ingresso de estranhos. Jesus afirma que ele é a porta. É ele que decide quem deve ter acesso às ovelhas e quem deve ficar longe do rebanho.

Por essa porta só o verdadeiro pastor pode passar, diz Jesus. O pastor autêntico deve ter os mesmos sentimentos e atitudes em relação às ovelhas. Deve amá-las e estar disposto a dar sua própria vida para salvá-las, assim como ele fez.

As ovelhas seguem somente o seu pastor, porque conhecem a sua voz e reconhecem seus passos. Conhecer, na Bíblia, tem um significado muito profundo, conhecer significa amar. Quem conhece de verdade, ama, pois quem não ama o próximo, ainda não o reconheceu como irmão.

Jesus deixa bem claro a diferença entre o bom e o falso pastor. Este último vem só para roubar, destruir e matar. Por isso é comparado ao ladrão. O Bom Pastor preocupa-se com a vida; vem para que todos tenham vida plena e em abundância.

O pastor é o líder. Todos nós, seja no trabalho, na família ou na comunidade, sempre exercemos algum cargo de liderança. É importante rever nosso comportamento como líderes. Na parábola do bom pastor, Jesus nos alerta sobre como viver as relações de liderança. O líder não pode ser autoritário.

Quando a liderança deixa de ser serviço para tornar-se poder, ela oprime e destrói. Quando exercemos um cargo de liderança, sobretudo nas funções públicas e na comunidade, precisamos estar próximos das pessoas, precisamos conhecer suas necessidades, compreendê-las, amá-las e partilhar com elas a vida.

As ovelhas conhecem a voz do seu pastor, confiam e deixam-se levar. Sabem que, se for necessário, o pastor as carregará sobre seus ombros. Em segurança serão conduzidas para verdes pastagens e água abundante.

O Bom Pastor não é reconhecido por falar manso e de forma poética, Ele é reconhecido pelas verdades que diz; palavras nem sempre doces, mas verdadeiras.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, diz ele (Jo 14,6). Se ele é a verdade, os que estavam na verdade estavam com ele. Os que vieram fora dele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer. “A esses, as ovelhas não escutaram”.

“Em verdade vos declaro: Eu sou a porta das ovelhas.” Jesus acaba de abrir a porta que nos estava fechada por causa do nosso pecado. Ele mesmo é essa porta. Deixa-te conduzir por Ele. Abre bem os ouvidos do seu coração e seja dócil ao seu chamado. Diga sim a ele. Reconheça-o como o seu tudo e terá a vida eterna.

Neste domingo rezemos pelas vocações sacerdotais, principalmente pelos padres de nossa arquidiocese.

Uma abençoada semana para todos.

Côn. Gonçalo.

 

 

III DOMINGO DE PÁSCOA

Vox Dei nº 449 de 30 de abril de 2017

Discípulos de Emaús.

Amados irmãos e irmãs.

No Evangelho de hoje temos um novo relato de aparição de Cristo ressuscitado; desta vez a dois discípulos que caminham de Jerusalém para Emaús. Com grande maestria Lucas desenvolve na sua linha narrativa um perfeito estudo psicológico dos protagonistas, que vão passando progressivamente do desencanto messiânico para uma fé entusiasta em Jesus ressuscitado.

Que processo tiveram de seguir os desalentados discípulos de Emaús – tal como o cristão de hoje representado neles – para o seu encontro de fé com Cristo ressuscitado? A Escritura é a primeira via que Jesus lhe abre para acederem à fé na Pessoa d’Ele. Os dois discípulos não O reconheceram no Caminhante que se lhes junta na jornada e que parece ignorar tudo o que aconteceu naqueles dias em Jerusalém. Estes estão desanimados; na tumba do Crucificado ficaram enterradas as suas esperanças messiânicas, que não são capazes de ressurgir nem com as notícias que começam a correr no seu grupo sobre o sepulcro vazio e inclusivamente a Ressurreição de Jesus, anunciada pelos anjos às mulheres.

Então Jesus disse-lhes: “Insensatos e lentos de coração para crer em tudo o que os profetas anunciaram! Não era necessário que o Messias sofresse tudo isso para entrar na sua glória? E começando por Moisés e seguindo pelos profetas, explicou-lhes o que se referia a ele em toda a Escritura”.

A Eucaristia é a segunda via. Perto de Emaús, o Desconhecido simulou seguir adiante. “Fica conosco”, disseram-lhe eles, pois cai a tarde e o dia já declina. E dispuseram-se a cear juntos. Então o Senhor, “sentado à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-lho. Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no”. Mas Ele desapareceu. Lucas transcreve aqui exatamente o rito com que Jesus iniciou a instituição da Eucaristia na Última Ceia. A comunidade é a terceira via.

Assim o entenderam os peregrinos de Emaús. “Levantaram-se naquele momento e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os onze e seus companheiros”. Quando os dois quiseram reter no seu olhar a presença recém-descoberta de Jesus, Ele já tinha desaparecido da sua vista. Mas tinham aprendido uma lição fundamental, extensiva a todos os cristãos: Cristo ressuscitado continua presente entre nós, no meio da comunidade, de uma maneira nova e certa, pela fé que nasce da Sua Palavra e do Seu Pão. E para Jerusalém, a comunidade-mãe, voltam felizes os dois “fugitivos” que se tinham afastado dela desalentados e remoendo as suas vidas e reticências. Agora necessitam comunicar e partilhar a sua experiência pessoal do Senhor ressuscitado.

 

O seu testemunho de fé faz eco na comunidade, que repete em coro: “É verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E eles contaram o que se tinha passado no caminho e como o tinham reconhecido no partir do pão”. Descobrimos a Palavra de Deus como fonte e alimento da nossa fé e do nosso amor cristão? É, na verdade, a Eucaristia dominical ou diária a raiz e o ponto mais alto de toda a nossa vida cristã? É a nossa comunidade um sinal para os outros de Cristo ressuscitado? Enquanto não vivermos a fundo estas três vias do encontro com o Senhor: a Palavra, a Eucaristia e a fraternidade, não O conheceremos a Ele nem O poderemos dar a conhecer aos demais. Boa semana a todos.

II DOMINGO DE PÁSCOA

Vox Dei nº 448 de 23 de abril de 2017

MEU SENHOR E MEU DEUS

Amados irmãos(as).

Tendo participado desta semana Santa e mais precisamente do TRIDUO PASCAL. Iniciamos um novo tempo Litúrgico , TEMPO PASCAL.

Os textos do evangelho dos domingos do tempo pascal são uma catequese sobre a ressurreição. Eles não dizem como Jesus ressuscitou dos mortos, mas comunicam a experiência daqueles que, por primeiro, experimentaram que o Senhor, no Espírito, estava vivo no meio deles, e, ainda, indicam os critérios pelos quais se pode experimentar e reconhecer a presença de Jesus ressuscitado. Como se chega à fé na ressurreição de Jesus Cristo? Nosso texto apresenta duas etapas com um intervalo de oito dias. Na primeira etapa, Tomé não estava; na segunda, ele estava reunido com os outros discípulos. Os discípulos se encontram reunidos no primeiro dia da semana.

 É como se fosse o primeiro dia da criação, em que a luz foi feita (Gn 1,3). Efetivamente, a ressurreição do Senhor é luz que anuncia uma nova criação em Cristo. No lugar em que os discípulos estavam reunidos, as portas estavam aferrolhadas por medo dos judeus. Essa observação seguida da notícia de que Jesus se colocou no meio deles é importante para compreender que a presença do Senhor não exige mais um corpo carnal para ser reconhecida. O seu corpo é glorioso e sua presença prescinde da visibilidade. O que ele comunica é a paz, sinal e dom de sua presença. É nesse primeiro dia da semana que o Espírito é dado como sopro do Senhor para a missão e a reconciliação. A ausência de Tomé é importante para o propósito do texto.

Ele se recusa a crer no que os outros discípulos anunciavam: “Vimos o Senhor”. Passados oito dias, estando Tomé com os demais discípulos, no mesmo lugar da reunião, Jesus se faz presente e é sentido e reconhecido com o sinal de sua presença: a paz. O diálogo de Jesus com Tomé permite ao leitor compreender que se chega à fé no Cristo Ressuscitado e na sua gloriosa ressurreição através do testemunho da comunidade. Não há acesso imediato à ressurreição de Jesus Cristo, mas somente mediato, isto é, através do testemunho. É a recepção desse testemunho que permite experimentar na própria vida os efeitos da Ressurreição do Senhor.

Nesse sentido, a fé é fundamentalmente “tradição”. Mas Tomé não é, no relato, o homem da dúvida somente e que busca crer por si mesmo ou que julga que só é digno de fé o que pode ser tocado ou demonstrado. Ele é homem de fé, transformado pelo Senhor, capaz de reconhecer o dinamismo próprio pelo qual se chega à fé. A ressurreição de Cristo é o nosso grande bem. Ela é a vida nova de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Essa vida nova nos é comunicada pela ação do Espírito que Deus, na sua imensa bondade, quis fazer habitar em nossos corações.

Tenhamos a coragem de abrir as portas que estão fechadas e sair, o papa nos convida a sermos UMA IGREJA EM SAÍDA, e como Tomé, pedir a Graça de aumentar a FÉ .

 

Deus abençoe a todos.

Mensagem de Páscoa

Vox Dei nº 447 de 16 de abril de 2017

Amados irmãos e irmãs.

Transcorrido o tempo quaresmal onde buscamos a conversão através dos exercícios penitenciais, escuta da Palavra, Orações e Jejus. Vivenciamos o TRIDUO PASCAL da PAIXÃO E RESSURREIÇÃO do SENHOR, é o ápice do ANO LITÚRGICO," quando Cristo realizou a sua obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério Pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida".

Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões… (Papa FRANCISCO ) Este anúncio é atual, uma notícia que precisa urgentemente chegar aos corações porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence!. Nossa paróquia vive um momento novo, em sua história dando continuidade à ação evangelizadora da igreja. Somos todos responsáveis no belo anúncio da RESSURREIÇÃO.

Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. E isto é algo que o amor de Deus pode fazer.Deus quer e nos indica através dos inúmeros sinais onde em nossa paróquia , pastorais, movimentos , grupos e serviços precisa florir este anúncio do ressuscitado . As mulheres tornaram-se discípulas e levaram com fidelidade está missão.

Agora neste tempo Pascal deveremos assumir nossa missão de levar aos corações está alegria. Eis o que é a Páscoa: a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem. Porque Deus é vida, somente vida, e a sua glória somos nós: o homem vivo .   A ressurreição de Jesus é a vitória da vida sobre a morte, sobre o pecado. A ressurreição de Jesus devolve a esperança de todo cristão, a morte foi vencida, e que todos somos vencedores com Jesus, "Somos vitoriosos porque Deus nos deu a vitória em Jesus Seu Filho. Não pelos nossos méritos. E sim pela Sua graça." 1Co. 15:57". Com a ressurreição de Jesus nossos pecados foram removidos, é com ela a certeza de que venceremos a violência, as injustiças, o egoísmo, a falta de caridade e misericórdia, a mentira e toda maldade humana. Alegremo-nos, Cristo ressuscitou e está no nosso meio, Ele está vivo em você em mim, confiante em sua presença, renovemos nossas vidas, as esperanças de que podemos ser  pessoas novas, e que podemos também renovar e transformar, nossos irmãos, nossa sociedade.

 

Que com ressurreição de Cristo, a esperança renasça e permaneça em nossos corações. As mulheres que foram ver o sepulcro onde Jesus havia sido sepultado saíram de lá ao romper da manhã, ainda que atônitas, com duas certezas: primeiro não havia cadáver na tumba. A fé cristã começa no primeiro dia da semana, nas primeiras horas do dia, com uma certeza da vitória. A morte foi vencida e o Salvador não é um defunto. Devemos deixar os nossos maus momentos na cruz e também os momentos ruins dos nossos irmãos que chegam até nós. Devemos amá-los. Se amarmos a Deus, amamos os nossos irmãos. Como podemos nos chegar diante de Deus e pedir perdão, se nós não perdoamos os nossos irmãos? SANTA PÁSCOA.

DOMINGO DE RAMOS.

Vox Dei nº 446 de 09 de abril de 2017

Amados irmãos e irmães. A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se servo dos homens, deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da Salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total. Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.

Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo. A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência? São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!

Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.” A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança, aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.

V Domingo da Quaresma.

Vox Dei nº 445 de 02 de abril de 2017

"A Ressurreição de Lázaro ."

Amados irmãos (as). Estamos praticamente às portas da Semana Santa; no próximo domingo, o domingo de Ramos e da paixão do Senhor, entraremos na Semana Santa. O Evangelho desse quinto domingo da Quaresma é uma catequese sobre a ressurreição. A ressurreição de Lázaro é um dos maiores sinais de Jesus. Jesus, assim, vai manifestando a sua filiação divina, seu poder messiânico, sua missão salvadora, e provoca, cada vez mais, a admiração, a fé, o testemunho daqueles que são beneficiados pela sua ação evangelizadora.

O próprio Evangelista João anuncia que Jesus fez muitos outros sinais, e que Estes sinais foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, em crendo, tenhais a vida” (Jo 20,30-31). Assim, poderíamos afirmar que a vida do homem é a razão de ser da encarnação de Jesus.

Os milagres e sinais de Jesus foram efetuados para destacar a VIDA PLENA, a VIDA QUE SÓ ELE PODE NOS DAR. Jesus afirmou: EU SOU A VIDA; EU SOU O PAO DA VIDA, EU SOU A LUZ DA VIDA. Jesus veio ao mundo para despertar a criatura humana do sono. E esta vida nova só será possível àqueles que viverem, com dignidade, a grandeza do seu Batismo. Aderindo a Cristo o batizado deve viver uma vida realmente nova, animada pelo espírito de Cristo. Mas sem a fé, traduzida em obras, o batismo ficará morto.

A vida da fé batismal se verifica, se atualiza, por exemplo, quando ela transforma a sociedade de morte numa comunidade viva de vida, de fraternidade e de comunhão. Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurreição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”. Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã.

 

É o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus. Maria vai ao encontro de Jesus, que continua no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1,20-21), assim Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que os judeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida! Quaresma é tempo de sair da escuridão do túmulo e buscar a luz de Cristo ressuscitado, para sermos fiéis testemunhas de conversão para nossos irmãos. Sao João Paulo II disse que Jesus Cristo “está diante de nós e brada-nos como a Lázaro: “Sai para fora!” (V. 43) Sai para fora da tua enfermidade física e moral, da tua indiferença, da tua preguiça, do teu egoísmo e da desordem em que vives. Abençoada semana.

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