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Blog do Cônego Beltrão

“Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29)

Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

Último artigo do Cônego Beltrão antes de seu desligamento como pároco da Paróquia da Santíssima Trindade.

Cordeiro de Deus em latim é “Agnus Dei”, uma expressão utilizada pela nossa religião para se referir a Jesus Cristo, identificado como o Salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de hoje, onde João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O batismo de João tinha características originais e sua proclamação foi tão marcante que o tornou conhecido como “o Batista”. Enquanto as abluções de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com frequência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida para um compromisso perene com a prática da justiça que fortalece a vida.

João Batista não foi discípulo de Jesus, mas soube reconhecê-Lo como Filho de Deus porque estava atento a todos os sinais do Espírito Santo! Assim, ele pôde dar testemunho de que Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus e o Cordeiro imolado para tirar o pecado do mundo.

Nós também, se estivermos atentos ao Espírito Santo, perceberemos os sinais de Deus para a nossa vida e, com certeza, teremos mais fé e convicção do Seu grande amor para conosco. João era um homem como nós, todavia soube compreender a sua missão e cumpri-la sem titubear. O Espírito Santo também descansa sobre nós e nos motiva a desempenhar a nossa missão aqui na terra e dar testemunho de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Cordeiro que veio para tirar o pecado do mundo.

Portanto, o nosso testemunho deve estar baseado em nossa vivência diária e em nossa intimidade com o Espírito Santo, pois é Ele quem nos revela Cristo e confirma para nós as obras que em nós serão realizadas. A maior obra é a Salvação que Ele veio nos trazer. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira todo tipo de pecado do mundo e já nos retirou do estado de escravidão, por isso, hoje somos Suas testemunhas. Mas, para isso, é preciso aderir a Ele decididamente!

“Vimos a sua estrela e viemos adorá-Lo” (Mt 2, 2)

Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

A Epifania do Senhor é uma festa religiosa cristã celebrada nos primeiros dias de janeiro. Para nós, cristãos católicos, a Solenidade da Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o Filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica, Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do Oriente; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a Seus discípulos e início de Sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério. A palavra “epifania” significa um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida da personagem.

Hoje, solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os magos, vindos do Oriente para O adorar, a luz do rei dos Judeus que acaba de nascer assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrai-los e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas das antigas profecias messiânicas: “uma estrela sai de Jacó e um cetro flamejante surge do seio de Israel” (Nm 24, 17).

Ainda hoje, o símbolo bíblico da estrela evoca profundos sentimentos, mesmo que, como tantos outros sinais do sagrado, corra o risco de se tornar banalizada pelo uso consumista que dela é feito. Todavia, recolocada no seu contexto original, a estrela que contemplamos no presépio fala ao espírito e ao coração do homem do terceiro milênio.

Portanto, iluminados por esta temática, somos hoje os ”magos” que buscamos encontrar a Deus para adorá-Lo e servi-Lo, porém, no nosso caminho nos deparamos com os “reis Herodes” que tentam com todo o tipo de artimanhas nos impedir na missão. Eles são representados pelas pessoas que seguem a mentalidade mundana de que somos nós os próprios deuses a quem todos devem servir e que cada um é o dono da sua história. O mundo tenta nos aliciar com as suas ideias falsas de felicidade e, se não estivermos vigilantes, cairemos em suas armadilhas.

Os magos seguiram a estrela que indicava a direção certa para que eles encontrassem o Menino Jesus e não se deixaram influenciar pelas palavras de Herodes. Encontrar Jesus é encontrar a felicidade verdadeira, a maior de todas as riquezas. Para isso, precisamos, assim como os magos, seguir a estrela sem olhar para o que é atrativo ao nosso redor.

Os presentes levados pelos Magos tem um rico significado teológico. O ouro aponta Jesus como o Rei universal; o incenso como Sacerdote pelo amor e serviço sem reservas nem medidas, até o extremo da morte, lembrada pela mirra! Depois que encontramos Jesus e oferecemos a Ele o nosso coração, o nosso sofrimento, as nossas ações e O adoramos em espírito e em verdade, nunca mais seremos os mesmos. Encontramos um Novo Caminho!

“Paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14)

Vox Dei nº 432 de 01 de janeiro de 2017

Queridos Paroquianos e amigos,

Pela graça de Deus chegamos ao final de mais um ano, pois chega ao fim 2016! O único objetivo de olhar para trás, é o de verificar o que podemos fazer melhor daqui para frente, do contrário, ficaremos procurando culpados, atitude não compatível com a vida de um cristão. Vejamos o que disse Moisés no Salmo (90.12): “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio”. É esse o objetivo!

Para termos um ano novo abençoado e dirigido pelo Espírito Santo, Deus deve estar presente em todos os nossos dias e aplicar a sua verdade em nossas vidas, a sua justiça a nós revelada, e os seus preceitos positivos e negativos a todos os nossos pensamentos, valores e ações. Lembremo-nos: “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28).

Mas, meus caros, como é bom percebermos que “ainda temos um longo caminho a percorrer” (1Rs 19, 7), pois certamente houve algumas dificuldades que devem ser motivo de exame de consciência por cada um de nós: devemos ter a clareza de que nossas falhas precisam ser superadas e, sobretudo, saber que nossa missão é construir e facilitar, em constante atitude de conversão!

Ao encerrar minha missão de Pároco na querida Paróquia da Santíssima Trindade, quero expressar meu sincero e profundo agradecimento a cada membro das pastorais, movimentos e serviços, nas diversas funções que desempenham, assim como aos colaboradores e benfeitores, com a certeza de que as bênçãos redobradas de Deus os acompanharão sempre! Obrigado pelo carinho de todos, pelas correções fraternas! O mestre Jesus indica o que devemos dizer nestes momentos: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.” (Lc 17,10).

Portanto, iniciamos a preparação, como todos sabem, para a chegada do novo Pároco: Côn. José Gonçalo, com posse marcada para o dia 15/01/2017 às 19h, a qual faremos com carinho e alegria. Lembremo-nos também daqueles que irão para outras terras, outras cidades, nosso “até logo” e a confirmação de nossas saudades! Àqueles que chegam, nossas calorosas boas vindas, pois, ao crescer a família paroquial, cresce também a fé em Cristo!

Aproveitemos as inúmeras graças que o Ano Mariano nos proporcionará: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe” (Papa Francisco). Preparemos nossos corações, com orações e espírito de fé, para vivermos um intenso período de avaliação e estudos em vista da 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, inicialmente em nível de Paróquia e Região Episcopal, iluminados pelo tema: “Evangelizar: graça, vocação e identidade da Igreja”.

Meus votos de um Feliz e abençoado 2017, para o qual, de coração, dedico as minhas orações e lhes concedo minha bênção paterna. No Deus Uno e Trino,

Côn. Antonio Beltrão Ribeiro Filho

Pároco da Paróquia da Santíssima Trindade

“Encontraram Maria e José e o recém-nascido” (Lc 2, 16)

Vox Dei nº 432 de 01 de janeiro de 2017

O ano litúrgico antecipa-se ao ano civil, iniciando-se com o tempo do Advento que prepara o Natal. Na oitava do Natal, em 1º de janeiro, a Igreja faz a comemoração de Maria, “Mãe de Deus”. Este título de Maria, atribuído pelo Concílio de Éfeso (431), realça a íntima união entre a divindade e a humanidade, revelada na encarnação de Jesus. A maternidade divina de Maria vem, de certo modo, preencher a carência do feminino na imagem tradicional de Deus, particularmente no Primeiro Testamento. Nas devoções a Maria, os fiéis buscam a face materna de Deus.

No evangelho, continuamos a contemplar os fatos relacionados ao nascimento de Jesus. Depois de terem sido avisados pelos anjos, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o Menino Jesus envolto em faixas, colocado numa manjedoura, o único lugar que encontraram para que o menino nascesse. Belém foi a cidade escolhida para abrigar a Família de Nazaré e ser cenário do nascimento do Filho de Deus. Belém, hoje, é a nossa casa que recebe também a visita da Santa Família de Nazaré e onde o anjo se apresenta para mais uma vez nos anunciar tudo o que diz respeito a esta família.

A Sagrada Família é modelo de obediência, de simplicidade, de humildade e de justiça. Nela nós podemos nos nortear para cultivar relacionamentos de amor segundo a vontade do Pai. É na nossa casa que nos reunimos pai, mãe, filhos irmãos e irmãs. E é na família que acontece a salvação noticiada pelos pastores, conforme lhes informara o anjo, mensageiro de Deus. É para a nossa família toda que o Senhor promete derramar as bênçãos.

Os pastores saíram anunciando com grande alegria e todos ficaram maravilhados com o que eles contaram sobre as palavras do anjo. Maria percebia mais além do que todas as pessoas e “guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.” Ela alcançava no seu coração os mistérios de Deus e sondava qual seria a vontade do Pai para o Filho que nela fora gerado e agora era colocado no mundo. Outra mãe no seu lugar tornar-se-ia cheia de orgulho e admiração pela sua própria conquista, pelo privilégio, pela fama, e ficaria apenas no superficial. Assim sendo, Maria nos dá exemplo de sobriedade, de discrição, de simplicidade.

Nós, a exemplo de Maria, precisamos ir fundo nos acontecimentos da nossa vida a fim de que percebamos nas nossas “aparentes” conquistas, o que é essencial para Deus e não para nós mesmos. Maria guardava os fatos e meditava sobre eles em seu coração. É este também o nosso papel diante das coisas extraordinárias que nos são anunciadas: guardar com carinho no nosso coração e perceber os sinais de Deus através do desenrolar da nossa vida, confirmando-os na Palavra e nos ensinamentos evangélicos. Abramos a porta da nossa casa para que a Sagrada Família nos ensine a fazer a vontade do Pai e, então, todos os nossos planos serão bem sucedidos. Ensina-nos, ó Mãe, a sermos discípulos de Jesus neste novo ano!

“Vamos à Belém ver este acontecimento” (Lc 2, 15)

Vox Dei nº 431 de 25 de dezembro de 2016

A história do nascimento do Senhor, contada nas palavras singelas de Lucas, perdura ainda com a sua mensagem profunda de paz, união, solidariedade e amor, que o neopaganismo pós-moderno da nossa sociedade é incapaz de ofuscar. Juntam-se à essa história vários personagens.

No tempo de Jesus, os pastores eram considerados como delinquentes, dispostos sempre ao roubo, por isso não mereciam confiança alguma e nem podiam testemunhar em juízo. É importante notar que, em Lucas, são pessoas pertencentes a duas categorias proibidas de dar testemunho em juízo (pastores e mulheres) que Deus escolhe para testemunhar os dois eventos mais importantes da história : o nascimento e a ressurreição do Salvador. O Natal se torna festa de inclusão dos que a religião oficial e a sociedade dominante excluía.

A mensagem dos anjos: “Glória a Deus no alto, e na terra paz aos homens por Ele amados” cria dois elementos conjugados, ou seja, uma maneira de dar glória a Deus no alto é a criação da paz entre as pessoas aqui na terra. Atrás do termo “paz” há um cabedal de reflexão teológica, vindo do Antigo Testamento. O nosso termo “paz” capta somente uma parte do que significava a palavra hebraica “Shalom”, que não se limita a uma mera ausência de violência física, mas inclui a realização de tudo que Deus deseja para os seus filhos e filhas. Portanto o texto natalino nos convida e desafia para que demos glória a Deus através do nosso esforço em criar um mundo de Shalom – onde todos possam “ter vida, e vida em abundância!” (cf Jo 10,10)

É importante também refletir como Lucas nos apresenta a pessoa da Maria neste texto. Enquanto todos os que ouviam os pastores “assombravam-se” (v. 18), “Maria conservava isso e meditava tudo em seu coração”. Lucas enfatiza que Maria meditava as palavras, contemplando-as, para descobrir o seu significado. Maria cresceu na fé, acolhendo e discernindo o sentido profundo dos acontecimentos – se torna peregrina na fé, modelo para todos nós, nos convidando a mergulharmos nos relatos evangélicos, contemplando os mistérios da vida de Jesus e o que eles podem significar para nós hoje.

A festa de Natal é uma oportunidade ímpar para nos aprofundarmos no sentido do amor de Deus por nós, expressado na Encarnação. Mas, se fizermos dele somente uma festa de consumismo e materialismo, jamais colheremos os seus frutos. Sem deixar do lado o seu lado lúdico, familiar e festivo, cuidemos para não sermos seduzidos pelos ídolos do ter e do prazer, tão bem promovidos pelo marketing comercial – mas retornemos à singeleza da gruta de Belém e redescubramos o motivo duma verdadeira “alegria para todo o povo”, – nasceu para nós o Salvador!

“Deus está conosco” (Mt 1, 23)

Vox Dei nº 430 de 18 de dezembro de 2016

O nascimento de Jesus é precedido pela Anunciação, em Mateus e em Lucas. Neste, a Anunciação é feita a Maria. Em Mateus, o anjo aparece em sonho a José, “filho de Davi”, com a intenção teológica de demonstrar a origem davídica de Jesus, através da genealogia inicial. Jesus é o Messias dos judeus-cristãos para quem Mateus escreve. João inicia seu Evangelho, afirmando a eternidade do Verbo em Deus. Sem origem, existia desde o princípio. Essa é a última realidade de Jesus. Mas, enquanto homem, qual foi sua origem? Mateus e Lucas descrevem o início do homem Jesus de modo diferente, porém, essencialmente idêntico. Lucas apela ao testemunho da mãe, Maria. Mateus, pelo contrário, descreve a situação do ponto de vista do marido, José. Ambos os relatos convergem para afirmar que o concebido no ventre de Maria não tinha pai humano. Que a concepção foi um ato do poder do Espírito Divino. Esse Espírito, que pairava presente sobre as águas no início (Gn 1,2), agora paira sobre Maria para uma realidade que se parece com uma criação.

Portanto, a história de José e Maria nos serve de reflexão para compreendermos a nossa história também, segundo os desígnios de Deus. Ele nos convoca para sermos colaboradores na Sua obra de salvação e, assim como fez com Maria e José, nos dá sinais muito simples a fim de que alcancemos de um modo espiritual o Seu propósito a nosso respeito. Assim, podemos perceber que Deus não age em nós sem o nosso consentimento.

Primeiramente Ele mandou o anjo anunciar a Maria que ela era a escolhida para ser a Mãe do Salvador. O anjo esperou pela resposta de Maria e só se afastou depois que ela disse, SIM! Da mesma forma, o anjo apareceu a José, como para lhe dar satisfação sobre o acontecimento com a mulher que lhe era prometida em casamento. José também deu o seu SIM e, mesmo contrariando os seus planos pessoais e mudando o rumo de sua vida, obedeceu, contribuindo com o Pai no Seu projeto salvífico quando acatou as ordens do anjo, mensageiro de Deus. “Não tenhas medo”, disse-lhe o anjo, e ele confiou plenamente em tudo o que lhe foi revelado.

Podemos perceber na nossa vida quando os anjos vêm a nós nos momentos mais simples, como na oração, às vezes até em sonhos, por meio dos “profetas de hoje” que têm intimidade com o Espírito Santo e nos revelam a vontade do Pai para a nossa vida. Precisamos apenas estar atentos a tudo que se passa à nossa volta, pois mesmo numa “pequena flor” o Senhor pode revelar os segredos que já existem em nosso coração e ainda não temos conhecimento.

As ordens de Deus também nos chegam por meio de pessoas que nos orientam, da Palavra que nos instrui, dos pensamentos, das moções da Igreja, por essa razão nunca podemos nos justificar afirmando que não sabemos qual é o Plano de Deus para nós. Mesmo tentando, a princípio, se livrar da situação, José, porque era um homem justo, acolhe o chamado de Deus e ajusta-se ao plano do Senhor deixando de lado os seus próprios projetos. Tudo nos fala de Deus, portanto, precisamos com muita atenção, entrar em sintonia com os pensamentos que o Espírito Santo nos revela para pôr em prática a vontade do Pai para a nossa vida, e assim nos tornarmos justos (as), como São José!

“Devemos esperar um outro?”

Vox Dei nº 429 de 11 de dezembro de 2016

O terceiro domingo do Advento é chamado “domingo da alegria”. Na caminhada de preparação ao Natal, somos convidados à alegria dos que, com fé, esperando e preparando a vinda do Senhor, conseguem enxergar, aqui e agora, os sinais do amor divino.

Alegrar-se no Senhor é reconhecer que, apesar das tribulações e incertezas, somos amados por Deus, que se manifesta nas ações de libertação, no resgate da vida, no anúncio da boa-nova aos pobres. O próprio João Batista, profeta anunciador do Messias, teve suas dúvidas. Ele nos faz pensar em nossas incertezas, na dificuldade de enxergar os sinais de vida do reino de Deus em meio à tantas situações de injustiça e morte.

Foi na prisão, que João Batista encontrou um meio de comunicar-se com Jesus, a fim de confirmar para seus discípulos que Ele era o que havia de vir e para quem ele próprio, João, havia aberto o caminho. Não que João Batista duvidasse, mas para apontar Jesus como o verdadeiro Messias que viera salvar a humanidade, fez-lhe a pergunta: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?” Essa indagação é hoje para nós muito pertinente, pois vez ou outra nós nos esquecemos de que Jesus já veio, cumpriu com a Sua Missão de Salvador, ressuscitou, subiu aos céus, está sentado à direita do Pai e nos enviou o Seu Espírito Santo que permanece conosco e realiza em nós, também, todas as obras que fez naquele tempo. Há o risco de perdermos a noção da realidade espiritual em que vivemos e ficamos esperando por sinais que venham de fora, nos apegando às pessoas como se elas fossem o próprio Jesus.

Precisamos enxergar os milagres que Jesus realiza hoje no meio de nós, dentro de nós, para que possamos contar a todos o que vimos e ouvimos! A obra de Deus é espiritual e se manifesta de dentro para fora e, se abrimos o nosso coração, milagres também acontecerão. O reino dos céus está dentro de nós, por isso, somos ainda mais bem-aventurados do que João Batista que pregava um batismo somente de conversão. Nós fomos batizados com o Espírito Santo, recuperamos a graça santificante e temos diante do Pai um intercessor que justifica os nossos pecados e nos cobre com a Sua Misericórdia. Somos hoje também “os Joões Batistas” que nos comunicamos com Jesus e anunciamos ao mundo que Ele está vivo e atuante em nossas vidas, motivo de alegria para nós e para a Igreja.

Com toda a certeza, para os que se abrem a Deus, a fé leva à autêntica alegria, a alegria de poder preparar a vinda de Jesus com ações de bondade e vida. É preciso superar a tentação antiga de que Jesus é motivo de escândalo para nós, uma pedra de tropeço, para torná-Lo a verdadeira razão do nosso caminho e da nossa alegria!

“Convertei-vos, o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3, 2)

Vox Dei nº 428 de 04 de dezembro de 2016

Ao celebrarmos o segundo Domingo do Advento, a liturgia nos propõe o convite que João Batista, aparecendo no deserto, fez à beira do rio Jordão: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Durante toda a sua vida ele pregou aos homens e mulheres o arrependimento, preparando, assim, o caminho do Senhor que estava por chegar, Aquele que vinha trazer a Salvação. Suas palavras ressoavam para romper as barreiras injustas e, sobretudo àquelas que impediam as pessoas de enxergar o Cristo, que faz verdadeiramente o ser humano coerdeiro com Ele da glória do Céu.

Ainda hoje ressoa no deserto do nosso coração a voz de João Batista, dizendo: “Convertei-vos”. A voz do profeta continua clamando à preparação dos caminhos do Senhor e o pedido a endireitar as veredas da nossa vida. Neste tempo do Advento precisamos acolher esta palavra, encarnando-a e assumindo a realidade da qual o profeta nos fala. Mesmo que estejamos em unidade com o calendário litúrgico e nos confessemos todos os meses, precisamos fazer uma reflexão para saber se estamos comprometidos com os propósitos assumidos com Jesus. Precisamos averiguar se estamos produzindo os frutos que provem a nossa conversão, se realmente houve mudança na nossa convivência fraterna, ou se, pelo contrário, estamos confessando os mesmos pecados de estimação.

Assim como ao fim de cada ano fazemos um balanço para verificar se progredimos materialmente e profissionalmente, precisamos mensurar se houve, de fato, um crescimento espiritual e se ele influiu na nossa convivência com as pessoas, nos relacionamentos em família e no mundo, pois a nossa conversão se manifesta, justamente, nos relacionamentos. Hoje, também, precisamos entender que “o machado já está na raiz das árvores”, ou seja, que o tempo está passando e a hora é esta.

Jesus nos batizou com o Seu Espírito que é o fogo do Divino Amor. Por isso, temos em nós o poder que queima o nosso pecado, mas isso só nos é possível se estivermos vigilantes e acordados (as). Se apenas nos confiarmos de que Jesus já nos salvou, mas permanecermos indolentes e descuidados, com certeza seremos iguais à “palha que queimará num fogo que não se apaga”. Se cremos que Jesus nos salvou, também precisamos aderir ao projeto que o Seu Espírito nos revela, para que possamos dar frutos de conversão e, assim, assumir o reino dos céus que acontece aqui e agora.

O reino de Deus se manifesta em nós por meio das nossas ações de perdão, de amor, de paz, de serenidade, de alegria, de mansidão, de paciência, de concórdia, de harmonia e muitas outras coisas que nos tornam pessoas felizes e realizadas, verdadeiras testemunhas do seguimento de Jesus. A pregação de João continua a realizar-se nos dias de hoje em nossas comunidades, no mundo e em cada um de nós, afim de que sejamos acolhedores da Redenção de Cristo. Portanto, diante d´Ele precisamos tomar nossa decisão e, para isso, é preciso conversão.

“Também vós ficai preparados” (Mt 24, 44)

Vox Dei nº 427 de 27 de novembro de 2016.

Iniciamos um novo Ano Litúrgico, que nos prepara para o Natal, através do Advento, o qual tem o significado de “vinda” ou “chegada”, é a espera da vinda futura do Senhor. “Vem Senhor Jesus!”, diziam os primeiros cristãos. Nós, não mais primeiros cristãos, quase perdemos o significado desta invocação. Hoje, portanto, entramos no tempo da memória e da espera pela vinda do Senhor, mistério anunciado pelos profetas, profissão de fé que rezamos no Credo. Neste Tempo, a Igreja convida a nos convencermos da vinda futura do Senhor, por isso devemos perder a ideia consumista do Natal: uma das épocas que mais valorizamos a aquisição das coisas materiais e supérfluas (não é à toa que é quando mais se gasta). Esta ideia seria sem sentido se não conseguíssemos entender que há uma outra vinda: a do Senhor em sua glória. Por isso, vigiemos e não percamos este tempo de graça assumindo uma atitude coerente com o batismo recebido.

É por este motivo que Jesus Cristo nos conscientiza da brevidade da nossa vida, bem como da transitoriedade dos nossos empreendimentos e da nossa experiência com as coisas terrenas. A nossa existência aqui na terra tem prazo determinado e a porta será fechada como no tempo de Noé: “quando todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento”, Noé entrou na arca, fechou a porta e ninguém percebeu até que veio o dilúvio e arrastou a todos.

Inesperada e surpreendente será a vinda de Jesus. Com um exemplo tirado do cotidiano, Ele mostra que as circunstâncias da vida terrena são iguais para todos. Com a vinda do Senhor, haverá uma radical separação: aqueles que estão preparados para ela serão acolhidos na sua comunhão, os outros serão excluídos. A mensagem do Evangelho nos motiva a amar. É uma mensagem encorajadora e não ameaçadora. Devemos levar em conta que o nosso destino final depende do nosso comportamento, que não é o de desperdiçar a graça de Deus, mas de preservá-la com a nossa prática do amor.

Não podemos cultivar em nós a teoria de que as coisas com as quais nos ocupamos neste mundo são eternas e podem tomar o lugar sagrado de Deus em nosso coração. A Ele, pertencem a nossa vida e o nosso viver, por isso, enquanto estivermos “casando”, “trabalhando”, “bebendo”, de uma forma exclusivamente humana, nós estaremos correndo o risco de sermos pegos de surpresa quando o “Filho do Homem” vier.

O tempo do Advento nos é propício para que tomemos consciência da nossa realidade existencial passageira e, acolhendo Jesus Menino no Natal, nós nos preparemos também, para a Sua segunda vinda. Agora, enquanto temos vida ou na hora da nossa morte, não importa quando, o importante é que estejamos preparados, “porque, na hora em que menos pensares, o Filho do Homem virá!”. Teremos acesso à “arca” se, como Noé, estivermos dispostos a fazer tudo por amor com o intuito de realizar aqui na terra, não a nossa vontade, mas a vontade de Deus, assim como Ela acontece no céu. “Vinde, Senhor Jesus”!

“ Ainda hoje estarás comigo no paraíso “ (Lc 23, 43)

Vox Dei nº 426 de 20 de novembro de 2016

Celebramos neste Domingo a Festa de Cristo Rei, encerrando solenemente o calendário litúrgico da Igreja. Enquanto o ano civil termina em 31 de dezembro, o ano da Igreja está terminando hoje. A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI, em 1925, para ser festejada no domingo anterior à festa de Todos os Santos. Na reforma litúrgica feita pelo Concílio Vaticano II, porém, a festa foi mudada para o último domingo do ano litúrgico.

Foi muito feliz a colocação dessa festa no último dia do ano litúrgico. A ele, o nosso rei, é que devemos dedicar, num ofertório final, todas as lutas do ano que se findou. O lucro de nossas atividades cristãs durante o ano deve ser depositado diante do trono do nosso Rei.

Neste sentido, o Evangelho quer nos ajudar a refletir sobre o verdadeiro “reinado” de Cristo, que diverge da concepção puramente humana. É de lá, do alto da cruz que Jesus é chamado de “rei”. Todos caçoavam e zombavam Dele, cobrando uma atitude de autossalvação e duvidando de que Ele fosse verdadeiramente o Filho de Deus, portanto, o Ungido, Rei das nações. Jesus, no entanto, não se justificava nem mesmo se manifestava diante dos insultos, porque tinha plena consciência de que tudo o quanto Lhe acontecia era parte da história do Seu calvário, de sua paixão, morte e ressureição.

Se analisarmos bem o conteúdo deste Evangelho, iremos perceber que, somente uma vez,

Jesus deu ouvidos e respondeu a alguém. Foi justamente na hora em que um dos malfeitores crucificados ao Seu lado lhe dirigiu a palavra: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reinado”. A resposta que Jesus deu a esse homem é um sinal de que depende de cada um de nós a entrada no Seu reinado, isto é, no paraíso, como foi dito por Ele: “Em verdade eu te digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

A nossa fé e dependência de Jesus, o reconhecimento do nosso ser pecador e a adesão ao projeto salvífico de Deus, nos abrirão as portas do paraíso. Quando confessamos os nossos pecados e reconhecemos a maldade que existe em nós por causa do nosso estado original, Deus é fiel e justo para nos perdoar e acolher na Sua misericórdia. O paraíso, portanto, é a misericórdia do Senhor que nos abriga e dá alento na nossa caminhada terrena.

Portanto, entrar no paraíso é viver o reino de Deus, desde já, porque Ele está próximo. O reino de Deus é Jesus, o nosso Salvador e Redentor que se fez homem e como tal, se entregou aos homens como uma oferta a Deus pela remissão dos nossos pecados. Ele enfrentou a morte de Cruz com paixão e por amor a nós. Temos em nós as marcas dessa Paixão, por isso o reino de Deus acontece, em nós e a partir de nós, nas nossas ações de amor que são promotoras da paz e da justiça. Se queremos realmente, entrar no paraíso e participar do reinado de Jesus, precisamos tê-Lo como nosso Rei e Senhor das nossas vidas, dos nossos planos e dos nossos ideais.

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