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Publicação de 2016-08

Sete Dias com Jesus

Vox Dei nº 414 de 28 de agosto de 2016

Dias intensos de orações e catequeses em torno de Jesus Eucarístico foram vividos em Belém, de 15 a 21 de agosto corrente. Pela segunda vez em sua história, a nossa Capital sediou o Congresso Eucarístico Nacional, o XVII no Brasil. A primeira ocasião foi em 1953 e, a exemplo deste, o de agora foi novamente um grandioso evento, no ano comemorativo dos 400 anos da Cidade e dos 400 anos de Evangelização da Amazônia. Com extensa programação, o Congresso foi vivido intensamente em todas as Paróquias de Belém.

Em vários cenários aconteceram eventos e celebrações: Estádio Mangueirão, Congressos com os temas “Catequese e Eucaristia”, (região Menino Deus) “Evangelização e Eucaristia”, (São João Batista) “Caridade e Eucaristia”, (São Vicente de Paulo) “O Mistério do Sofrimento e a Eucaristia”, (Santa Cruz) “Família e Eucaristia” (Sant’Ana) “Juventude e Eucaristia”, (Santa Maria Goretti) “Maria, Mulher Eucarística”, (Basílica de Nazaré); o Portal da Amazônia, recepcionando a procissão fluvial vinda de Manaus, pelo Rio Amazonas, culminando com um show do Padre Reginaldo Manzotti, além do CAN e das ruas de Belém com a Procissão Eucarística.

A Paróquia da Trindade cumpriu uma vasta programação com confissões, missas celebradas em ritos, tanto na Sede quanto na Igreja do Rosário, assim como uma catequese feita pelo Bispo do Xingu, Dom João Muniz, com o tema “Família , a Escola da Fé”. O auditório do Centro Social Monsenhor Geraldo ficou lotado de participantes.

Famílias alojaram generosamente peregrinos vindos de outras localidades para participar do CEN/2016, colocando a tão emblemática hospitalidade paraense mais uma vez a serviço da partilha e da fé. A presença do Legado Pontifício, o representante do Papa em nações estrangeiras, conferiu dimensão especial ao Congresso. Dom Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, foi esse representante e presidiu as principais celebrações do CEN/2016.

Com os temas “Catequese e Eucaristia”, (região Menino Deus) “Evangelização e Eucaristia”, (São João Batista) “Caridade e Eucaristia”, (São Vicente de Paulo) “O Mistério do sofrimento e a Eucaristia”, (Santa Cruz) “Família e Eucaristia” (Sant’Ana) “Juventude e Eucaristia”, (Santa Maria Goretti) “Maria, Mulher Eucarística”, (Basílica de Nazaré) foram realizados congressos temáticos muito concorridos.

Milhares de crianças tiveram a oportunidade única de fazer seu encontro pessoal com Jesus Eucarístico fazendo sua primeira Eucaristia em linda e emocionante celebração no Mangueirão.

Está de parabéns o nosso Arcebispo, Dom Alberto Taveira Corrêa, que conduziu magistralmente a equipe responsável para que tudo estivesse perfeito e à altura de Jesus Eucarístico, assim como todo o clero e o voluntariado que trabalhou incansavelmente pelo sucesso do evento, além da TV Nazaré com suas transmissões ao vivo.

“Vai sentar-te no último lugar” (Lc 14, 10)

Vox Dei nº 414 de 28 de agosto de 2016

Este Evangelho nos ajuda a refletir sobre um preconceito muito difundido. Vejamos o que nos dizem as Escrituras: “Num sábado, Jesus entrou para tomar uma refeição na casa de um dos principais fariseus. Todos o observavam”. Ao ler os textos sagrados, nas diversas ocasiões em que citam as atitudes dos fariseus, acabou-se fazendo destes o “modelo” de diversos vícios, tais como, hipocrisia, perfídia, falsidade... Passaram a ser qualificados também como inimigos de Jesus. O termo “fariseu” ingressou, então, no dicionário de muitas línguas, inclusive a nossa, com essa acepção negativa. Por isso retomamos a reflexão de alguns pontos do texto.

Durante a refeição, naquele sábado, Jesus ofereceu dois ensinamentos importantes: um voltado aos convidados e outro ao anfitrião. Ao dono da casa, Jesus disse : “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem os vizinhos ricos…”. É o que o próprio Jesus fez, quando convidou ao grande banquete do Reino os pobres, os aflitos, os humildes, os famintos, os perseguidos.

Dirigindo-se aos convidados, Jesus usou o exemplo dos convivas que escolhem egoisticamente os primeiros lugares para se assentar, num banquete nupcial, a fim de ensiná-los a serem humildes em todas as situações da vida. Aparentemente, esse é um exemplo ingênuo, pois se supõe que quem chega primeiro tem direito aos primeiros lugares. Mas não é, nem deve ser assim. Quando colocamos essa figuração em todas as situações de nossa vida, percebemos que o querer sempre “abiscoitar” o primeiro lugar é uma disposição doentia da nossa humanidade atingida pelo pecado.

Queremos o primeiro lugar na fila do banco, no estacionamento, no trânsito, assim como também almejamos auferir os maiores lucros, tirar o primeiro lugar nos concursos, ser apontado como o melhor, o mais importante, ter o maior salário e, muitas vezes, não medimos esforços para alcançar os nossos objetivos. Nem nos lembramos de que existe “o outro” ou a “outra”, a quem devemos honrar, independentemente de quem seja, pois assim nos ensina a Palavra do Senhor.

Se fizéssemos a experiência de sempre ceder o espaço ao nosso próximo, certamente o nosso coração ficaria gratificado com a alegria que proporcionaríamos a alguém. O exercício da humildade, antes de ser sinal de subserviência, é uma prática evangélica que nos ensina a suportar, acolher, compreender, ajudar, e fazer tudo por amor a Deus. Precisamos tomar consciência de que não há mérito em nos elevar a nós mesmos, em nos elogiar e enaltecer. Se agirmos assim, nunca seremos reconhecidos pelos outros, somente pelo nosso ego.

Deus conhece as intenções do nosso coração quando nos aproximamos das pessoas somente por interesse. Se quisermos agradar a Deus, precisamos convidar também aqueles de quem nada esperamos e não têm como nos retribuir, a não ser com sua gratidão e oração. Aí sim, teremos a recompensa dos justos e seremos felizes. O assento na mesa da festa é apenas uma figura para nos fazer refletir sobre as atitudes que tomamos na festa da nossa vida.

“Bem-aventurada aquela que acreditou” (Lc 1, 45)

Vox Dei nº 413 de 21 de agosto de 2016

Com muita alegria, celebramos, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora! É importante não confundirmos Assunção com Ascensão. A Assunção, é de Nossa Senhora, e vem nos falar, que ela foi levada ao céu, não subiu por si mesma e sim, pelo poder de Deus! Enquanto que a Ascensão, é de Jesus Cristo, e vem nos falar da sua subida ao céu, Ele sim, sendo o próprio Deus, subiu ao céu pelo seu próprio poder! Por isso, o Evangelho escolhido retrata a dignidade de Maria enquanto serva do Senhor, através da visita a sua prima.

Ao chegar na casa de Isabel, após uma longa viagem de pouco mais de cem quilômetros, as duas mulheres se encontram, e não só elas, também os frutos da bondade e do amor de Deus. Por isso a Igreja afirma que Maria foi a primeira anunciadora da boa nova, junto com ela, leva a mesma alegria recebida do anjo, leva também o Cristo e o Espírito Santo.

“Bem aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!”. Essas palavras de Isabel ao acolher sua prima Maria na sua casa, são hoje para nós uma fonte de esperança para tudo quanto ainda esperamos que aconteça na nossa vida. Com efeito, nós podemos fazer uma avaliação de como anda a nossa confiança nas promessas que Deus tem nos feito, nos nossos momentos de oração. Precisamos estar atentos (as), pois a todo instante o Senhor está realizando em nós algo que faz parte do Seu projeto para a nossa vida. Se Maria tivesse parado para conferir, e cheia de dúvidas ficasse a esperar acomodada a realização da promessa da vinda do Salvador, talvez a história tivesse sido diferente. Pelo contrário, desde o primeiro instante em que acolheu a mensagem do anjo e disse “faça-se conforme a Palavra do Senhor”.

Maria saiu de si, deu o passo e começou a desempenhar o seu papel de portadora da Boa Nova de Deus. Por isso, Nossa Senhora é o próprio Evangelho vivenciado, posto em prática e encarnado. Em Maria O Senhor também nos convoca a sairmos de nós mesmos (as) para darmos um voto de confiança às Suas promessas, agindo de acordo com a Sua Palavra e Seus ensinamentos. Tudo o quanto esperamos de Deus precisa estar de acordo com a Sua Palavra e de conformidade com as Suas promessas para nós. Maria foi a portadora do Espírito Santo para Izabel! Deste modo, a Mãe de Jesus nos ensina que quando levamos Jesus às pessoas, elas também ficam cheias do Espírito, por isso, se alegram com a nossa chegada.

O Espírito Santo é quem realiza a obra do Senhor no nosso coração e é quem nos faz sair de nós mesmos (as) e ir à busca dos que estão necessitados. Sem mesmo percebermos nós somos instrumentos de Deus na vida dos nossos irmãos e irmãs para que se cumpram os Seus desígnios e os Seus planos se realizem. Maria soube distinguir isto e não perdeu tempo, pôs-se a caminho das montanhas esquecendo a glória de ser Mãe de Deus fazendo-se serva, auxiliadora, anunciadora e canal da graça do Espírito Santo. Dessa forma, ela foi a primeira a levar a alegria de Jesus ao mundo! Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar e a bendizer a Deus com os nossos lábios!

“Eu vim para lançar fogo sobre a terra” (Lc 12, 49)

Vox Dei nº 412 de 14 de agosto de 2016

Neste Evangelho, Jesus mais uma vez nos mostra o seu amor convidando-nos a conhecer Sua missão em meio às alegrias e dificuldades. Ele veio nos trazer o fogo: o Espírito Santo, o Espírito de amor, o Consolador, Aquele que nos ensina todas as coisas.

Sabemos que um dos maiores desejos do ser humano é o de que tudo em sua vida ocorra bem, sem imprevistos, sem “surpresas desagradáveis”. Entretanto, Jesus veio nos avisar de que o fogo que Ele trouxe para a terra é chama que nos queima, por isso nos desestabiliza, e nos tira da passividade.

Jesus tinha consciência de que um dos efeitos do seu trabalho iria ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutavam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade. O fogo da Palavra de Deus questionava os funcionários saturados de doutrinas e sedentos de poder. Portanto, o fogo de Jesus não é o das paixões humanas, assim como a paz.

Ele se refere aqui, não àquela paz da acomodação e da aceitação passiva de todas as coisas e o conformismo com situações de pecado, de desgraça e tudo o mais. Seríamos então como robôs, marionetes e não usufruiríamos da liberdade, o dom mais precioso que Deus nos concedeu. Claro que numa casa, na mesma família existirão circunstâncias em que uns se voltarão contra os outros, principalmente em relação ao seguimento de Cristo. Devemos observar que Jesus não está atacando o relacionamento familiar, mas indica que nenhum laço terreno, embora muito íntimo, poderá diminuir a lealdade a Ele.

A questão é: uns contra, outros a favor, porém a diferença far-se-á na unidade que o Espírito Santo – o fogo que Jesus veio trazer a terra – promove apesar das nossas divergências. Jesus recebeu o Batismo do martírio, e estava ansioso em cumpri-lo, pois somente assim Ele poderia enviar para nós o fogo do Seu Espírito Santo que é a chama que nos impulsiona para viver o amor com suas consequências. Cumpriu a Sua missão, padeceu, morreu, foi sepultado, mas foi ressuscitado e nos enviou o Paráclito, fogo que se mantém aceso dentro de cada um de nós para nos ajudar a viver as nossas diferenças.

Optar por Jesus pode até mesmo causar, em determinados membros de uma família, que eles sejam afastados ou ignorados pelos outros por terem escolhido a segui-Lo, como consequência da missão, mas isso é agradável aos olhos de Deus!

Ser Padre, ser Mártir

Vox Dei nº 411 de 07 de agosot de 2016

No dia 4 de agosto celebra-se o dia do Padre. É também o dia de São João Maria Vianey, também aclamado “Patrono dos Párocos”. O exemplo de um homem que viveu sua infância em plenos tempos da Revolução Francesa, quando a perseguição à Igreja dificultava a catequese e os ofícios religiosos, e que depois, na maturidade sofreu com os impactos das guerras napoleônicas, desertou do exército, só foi alfabetizado aos 18 anos de idade e teve grandes dificuldades em concluir sua formação sacerdotal porque não conseguia aprender devidamente o latim, língua obrigatória para os ofícios religiosos naquela época. Com a ajuda de um padre que resolveu ajudá-lo nesse aprendizado, conseguiu consagrar-se Padre.

Nos tempos atuais vivem-se momentos de igual terror na França, não mais movidos por poderes constituídos, mas, por rebeldes à liberdade humana, em nome de um Deus que é só amor, praticam toda sorte de atrocidades, dentre as quais a decapitação em plena celebração eucarística do Padre Jacques Hamel de 84 anos de idade, que já podia ter se aposentado mas resolveu continuar a exercer seu ministério porque se considerava “forte” para ajudar seu Pároco em função da pouca quantidade de Padres disponíveis.

Longe desse episódio passar a desencadear uma guerra santa, onde pessoas de diversos credos passam a se digladiar, falsamente em nome de seu Deus, e considerando-se que ao longo do século XX e agora já no século XXI, tantos Cristãos missionários vêm sendo martirizados por essa intolerância que para nós parece ser apocalíptica ante a presença de um “Anticristo”.

Seria tão mais proveitoso para essas pessoas se passassem a fazer sua catequese apenas no plano das suas próprias ideias de salvação! A hostilidade só gera conflito e ninguém deveria ser impelido a crer pela força bruta e pela maldade humana.

Há um grande abismo na verdadeira vocação para o sacerdócio e o interesse em ter uma carreira no mundo clerical, há que se estabelecer, a exemplo do próprio São João Maria Vianney, que cada Padre possui sua inclinação e o seu talento para exercer sua função de forma a contribuir para o crescimento da Igreja, seja através dos autos estudos teológicos (necessários para a formação de novos padres) seja através do trabalho pastoral, na administração da Igreja, no ministério da música, enfim, Deus usa cada um para elevar o nome de seu filho Jesus Cristo em nome do amor. Para tudo, é preciso ter coragem, desprendimento e um infinito amor a Jesus Cristo.

Acredito que ninguém vai ser Padre com o propósito de ser Mártir no sentido de ter sua vida ceifada em função de sua fé, nos pareceria uma forma de barganha, mas ser martirizado no sentido de entregar sua vida à serviço da evangelização, da palavra, do amor ao próximo.

Rezemos então por todos os Padres e todos aqueles missionários que trabalham para difundir a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo que é toda ela baseada do amor entre os homens, na paz verdadeira, na conciliação e na misericórdia Divina!

“Vós também ficai preparados!” (Lc 12, 40)

Vox Dei nº 411 de 07 de agosto de 2016

Esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã deve permanecer atenta, concretizando a busca do Reino através da prontidão para o serviço fraterno. A responsabilidade é ainda maior quando se sabe o que deve ser feito. O Evangelho de hoje nos traz a temática da vigilância! Precisamos estar preparados, pois se soubéssemos que hoje é o último dia de nossas vidas, o que faríamos? Quantas respostas não?... Uns diriam: “Eu correria para a Igreja a fim de fazer uma boa confissão”. Outros: “Eu perdoaria a todas as pessoas que me ofenderam”; “Eu iria pedir perdão a todos aqueles a quem ofendi”, ou, “Eu iria repartir com os pobres os meus bens”.

Irmãos e irmãs, como é importante refletirmos diariamente a respeito dessa temática, pois, ao criar o mundo, Deus deu ao homem e à mulher uma missão e os capacitou para cumpri-la. Dessa maneira, somos aqui na terra cooperadores do Seu reino e estamos a serviço da casa do Senhor. Todos nós que, pela Fé, assumimos a salvação de Jesus e perseguimos continuamente a conversão, somos administradores do reino do céu que deseja se instalar na terra, seja na nossa família, na comunidade ou no mundo todo. Deus almeja dar a nós, Seus filhos e filhas, uma melhor qualidade de vida, fazendo com que todos participem aqui na terra, de uma vida abundante. Ele nos chamou para que sejamos Seus operários, cuidando do povo que ainda não provou da comida e da bebida que Ele oferece ao mundo.

Seremos considerados Seus fiéis e prudentes administradores, se formos encontrados no lugar exato onde Ele deseja que estejamos. Porém, se nos desviarmos do caminho e, por qualquer motivo, deixarmos para depois o que precisamos fazer hoje, seremos pegos de surpresa pelo Senhor que chegará num dia inesperado, e, assim, sofreremos as consequências da nossa insensatez. A prudência nas atitudes, a coerência de vida, a tomada de consciência do nosso dever, e da nossa missão, são condições para que possamos viver com inteligência a nossa condição de “administradores” fiéis do projeto de Deus. Vivemos com sabedoria quando trabalhamos para aumentar os nossos dons e evitamos o desperdício, a acomodação e a passividade diante dos fatos que nos impõem uma ação concreta de amor. Quanto mais conhecimento tivermos dos mistérios de Deus, mais receberemos condições de vida em abundância e, por isso, muito mais seremos cobrados.

Agora, seria muito triste não zelarmos, não administrarmos bem o que o Senhor nos confiou, os talentos: “a quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”. É verdade! Deus nos confiou muitas coisas, Deus nos deu muitos dons, nos confiou uma obra... Portanto, temos que ser fiéis àquilo que Ele nos confiou, administrando bem todas as coisas, mesmo sabendo de nossas fraquezas e pecados, pois esta é a nossa missão!

Os novos velhos

Vox Dei nº 410 de 31 de julho de 2016

Quando se diz que a população brasileira está envelhecendo, significa dizer que estamos vivendo por mais tempo, e que entramos na condição de envelhecimento cada vez mais cedo. A jovialidade dura mais, talvez porque agora a prioridade seja a formação escolar, o emprego, e com isso casa-se mais tarde do que nos meados do século XX. Significa dizer que os avós de hoje têm um perfil diverso daquele tempo e muitas crianças, hoje, convivem com até três gerações de avôs: os avós, os bisavós e os trisavôs.

Mesmo assim, as gerações mais recentes não dão a devida importância aos seus idosos. Baseados nessa tendência, foi editado o Estatuto do Idoso para garantir alguns direitos básicos. Antes, o respeito era utilizado de tal forma que a autoridade do membro mais velho da família era considerada uma séria referência, respeitada até depois da morte. Nossos idosos, com suas vivências e exemplos, são a memória viva que pode nortear a forma de lidarmos com a vida. Os exemplos, quer bons ou não, nos servirão de modelo.

Muitas famílias vivem com os ganhos das aposentadorias ou benefícios dos mais velhos, e talvez por isso apenas suportem as “ranhetices”, os problemas de saúde, as dificuldades motoras. Os motoristas dos transportes coletivos “queimam” paradas quando idosos fazem sinal, mas é preciso atenção, carinho e respeito à condição do idoso. Muitos idosos fogem da exploração de parentes e refugiam-se na solidão, mas alguns são isolados e abandonados à mingua. Isso é muito triste!

Os Clubes de “Melhor Idade” procuram proporcionar lazer, informações e principalmente oportunidade de convivência social para os maiores de sessenta anos. Alguns conseguem manter-se muito bem relacionados e informados, com acesso cibernético e a todas as mídias disponíveis.

Joaquim e Ana, avós de Jesus, deixaram uma herança magnífica às gerações posteriores. Não era nada material, mas de valor incomensurável: educaram Maria, mãe de Jesus, na fé incondicional a Deus, o que proporcionou Sua aceitação em realizar a promessa feita a Davi, de que de sua descendência nasceria o Messias!

“A vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 13, 15)

Vox Dei nº 410 de 31 de julho de 2016

A reflexão que nos traz o Evangelho deste domingo diz respeito à necessidade de nos preservarmos da ganância. Podemos perguntar: o que está por trás desse texto? Vamos analisar. Naquele tempo havia como que dois modelos econômicos: o do campo e o da cidade. O do campo alicerçava-se na partilha, através da solidariedade, da troca de produtos. Isso impedia que os endividados caíssem em desgraça e tivessem que emigrar para a cidade, tornando-se mendigos ou bandidos. O da cidade, ao contrário, era fundamentado na ganância, no acúmulo, na lei do mais forte. Isso naturalmente é fonte de exclusão e marginalidade, e gera mendicância, violência, roubo. Sem dúvida o texto sagrado de hoje reflete a situação do modelo econômico da cidade e não do campo, revela a avidez e a exploração, não a partilha. Jesus toma posição em favor da partilha, mas sem se colocar como árbitro entre os que possuem riquezas.

Neste Evangelho Jesus nos ensina a mensurar nossa real motivação diante dos bens materiais e avaliar o fascínio que a riqueza exerce sobre nós. Mais uma vez aprendemos com Jesus a nos manter vigilantes em torno dos nossos pensamentos e reais intenções.

Percebendo a ganância da pessoa que pleiteava junto ao irmão a parte que lhe cabia na herança, Jesus narra a parábola do “homem rico”. Assim, Ele deixou bem claro que os bens materiais não se constituem alicerce para assegurar vida longa aqui na terra nem tampouco tijolos para a construção do nosso lar celestial.

Mesmo que a nossa propriedade gere uma grande colheita material, o fato de possuirmos em abundância não nos dá o direito de permanecer na passividade, confiando na boa reserva que temos para muitos anos. Às vezes nós poupamos dinheiro e fixamos o olhar somente no que iremos embolsar em termos de juros e, quanto mais auferimos, mais os nossos olhos “crescem”. Porém, na verdade, nem temos a ciência exata da utilidade desse dinheiro e sua destinação. Parece, que só pelo fato de possuirmos aquele “algo a mais” depositado no banco nós também, como o rico da parábola, podemos nos sentir confortáveis para dizer a nós mesmos: “meu caro, tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!”.

O que Jesus recriminou no rico não foi tanto o fato de ele ter muitos bens ou mesmo de poupá-los, mas foi a sua intenção de guardar a fortuna somente para si, achando-se, por isso, protegido e dono da sua existência. A nossa vida está entregue nas mãos de Deus e somente Ele tem o seu controle, sejamos nós, pobres ou ricos. No entanto, podemos ser ricos diante de Deus quando colocamos tudo o que possuímos à Sua disposição esperando os proveitos e a recompensa na forma que Ele quiser nos oferecer.

Os badulaques e a Fé

Vox Dei nº 409 de 24 de julho de 2016

Arrumando uma gaveta na minha casa, encontrei uma pulseira deixada ali por uma de minhas filhas, ela havia ganho de alguém no último aniversário, o acessório não lhe serviu e ficou esquecida porque não veio com etiqueta de troca da loja. Tratava-se de uma grossa corrente cheia de pingentes coloridos.

Ao observar atentamente, percebi que haviam pimentas vermelhas, olho grego, imagens de tarô, e outros símbolos atribuídos a umbanda e outros seguimentos ritualísticos. Dentre esses badulaques, havia uma medalha branca com uma pomba prateada em relevo, usada comumente entre os católicos como símbolo do Espírito Santo.

A ignorância da ação e do poder de Deus, da sua supremacia sobre todas as coisas do universo é que ocasionam essa idéia de "se guardar por todos os lados". Ou se crê verdadeiramente no único Deus capaz de oferecer a máxima proteção sobre todas as suas necessidades, ou o relega ao obscuro mundo das trevas, da falta de luz, do casuísmo, do relativismo, do oportunismo, enfim, não se Lhe atribui a sua real divindade e seu poder absoluto.

Basta imaginar se uma planta de "comigo ninguém pode", a "espada de São Jorge", uma pimenta ou uma erva qualquer possa ter maior poder do que a ação de Deus sobre as coisas. Geralmente, mesmo quem usa dessas práticas, precisa fazer uma prece, elevar seu pensamento positivo ao que se quer alcançar, mas no fim de tudo, termina por atribuir um eventual sucesso ao uso desses outros artifícios.

Sim, o mau existe, ele é presente e está atento à mínima abertura para que possa atuar de forma matreira ou incisivamente. A oração é que eleva o pensamento e o espírito até Deus. As boas práticas constantes nas sagradas escrituras e nas leis da nossa igreja é que potencializam nosso encontro com Deus.

Lançar mão desses objetos é verdadeira idolatria. É atribuir divindade e poder ao que não a tem. Isso ofende a Deus. A Igreja Católica oportuniza o "livramento" através do sacramento da confissão, é ali que começa a se despir do mau, arrependendo-se de seus maus feitos para depois encontrar o Deus vivo, encarnado sob a ação do Espírito Santo, que morreu por nós e que se deu em alimento para nossa salvação verdadeira e que está presente na Eucaristia.

Sabemos que não há poder nas medalhas de santos que usamos, nem nas imagens esculpidas ou retratadas em pinturas, desenhos e fotos, elas apenas nos elevam a adorar, louvar, bendizer, agradecer e agradar ao único e poderoso Deus e criador e ao seu filho Jesus na unidade com Espírito Santo.

“Senhor, ensina-nos a rezar“ (Lc 11, 1)

Vox Dei nº 409 de 24 de julho de 2016 

No evangelho de hoje Jesus responde ao pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”, instruindo seus discípulos nos elementos da oração apropriada pelo modelo de oração que Ele dá. No Pai Nosso nós pedimos ao Pai o reino do céu, o pão de cada dia e o perdão das nossas dívidas, prometendo na mesma proporção, perdoar aos nossos devedores. Pedimos também a graça de não cair em tentação e de sermos livrados do mal, que é o pecado. Dessa forma, a oração que Jesus nos ensinou contém os requisitos imprescindíveis para que sejamos atendidos nas nossas necessidades, quais sejam: a perseverança, a fé e a confiança na resposta do Pai.

Hoje ele dá ênfase na importância da fé na oração feita com persistência, por isso Jesus conta a história de alguém que foi procurar um amigo fora de hora e pediu com insistência que lhe emprestasse o pão de que estava precisando para aquele momento, sendo atendido por causa da sua persistência. Depois, Jesus mais uma vez nos fala de perseverança, de fé e confiança, quando nos diz que, na medida em que pedimos, procuramos e batemos na Porta do Pai, nós receberemos o Espírito Santo que é Aquele que nos ensina a orar como convém.

Pedir o Espírito Santo é, portanto, o que nós devemos fazer a cada momento em que nos dirigimos ao Pai, deixando que Ele seja o agente e o administrador da nossa oração. Somente o Espírito Santo de Deus conhece a verdade do nosso coração e as suas reais intenções, por isso, tem a ciência exata das nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Somente Ele poderá nos ajudar a cumprir a parte que nos cabe quando rezamos o Pai Nosso que é perdoar àqueles que nos ofenderam e não cair nas tentações a que estamos sujeitos todos os dias. É Ele também que se dirige ao Pai e intercede para que sejamos fiéis à nossa oração pessoal quando temos a chance de escutar Suas confidências e os Seus desígnios para cada momento da nossa vida.

Esta mensagem de Lucas 11 deve fazer de nosso coração o lugar da acolhida do projeto de Deus em nossa vida. Com fé, esperança e confiança, batemos a porta, suplicamos, até choramos apresentando todas as nossas preocupações. Estejamos certos de que o Todo-Poderoso ouvirá, atenderá, e responderá abundantemente de acordo com a profundidade e simplicidade de nossa oração. O desafio se chama: persistência, disciplina e fidelidade na oração. Portanto, como disse Paulo aos novos convertidos de Tessalônica também expressamos: “reze sem cessar”, ou seja: não pare de rezar!

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