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Publicação de 2016-10

Quando penso no Círio...II

Vox Dei nº 421 de 16 de outubro de 2016

Na semana passada eu dizia que é muito difícil traduzir o Círio de Nazaré em uma única e criativa frase porque ele tem vida própria tão logo se iniciem os trabalhos para organizar o próximo.

Em entrevistas na televisão os romeiros maravilhados demonstram admiração por tantas demonstrações de fé em Nossa Senhora de Nazaré.

Há poucos anos a Missa campal em frente a Catedral da Sé, e que dá inicio à grande procissão, passou a ser celebrada à partir das 5h da manhã. Assim, nem bem recuperados da trasladação, os romeiros já estão aguardando o início da missa.A praça do complexo Feliz Luzitânia, vira um grande dormitório, é até difícil encontrar um lugar sobre o gramado para que homens, mulheres, idosos e crianças durmam sob o céu para ao amanhecer disputar um bom lugar, seja na corda, na missa ou para acompanhar bem pertinho da Berlinda.

Fiquei muito admirada com a quantidade de pessoas que levam alimentos e água a esses penitentes peregrinos.

Ainda na escuridão da noite, ao chegar, a praça já estava lotada, rostos cansados mas com uma serenidade no olhar, no cantar, no participar da celebração. É emocionante ver o céu nascer no dia do Círio, naquela praça ao lado de tantos irmãos de fé.

Atualmente com as redes sociais, observam-se manifestações de grande amor e fé à Virgem de Nazaré, a alegria de confraternizar em família é exposta e compartilhada com todos.

Dentre essas manifestações observei muito feliz, que uma amiga que professa a fé Judaica desejava um Feliz Círio a todos. Ela acabava de celebrar o ano novo Judaico. Assim, pode-se entender que a tolerância religiosa deva ser uma prática possível. Do mesmo modo que alguns irmãos Cristãos Evangélicos desinteressadamente ajudavam a minimizar os impactos físicos dos peregrinos que participam das procissões. Isso é gratificante!

Alunos de Escolas Católicas tradicionalmente abrem a procissão carregando as Bandeiras, seguindo-se os carros dos anjos, o carro dos milagres geralmente em forma de um grande barco.

Arquibancadas são colocadas ao longo do trajeto para aqueles que não podem acompanhar ou preferem a comodidade de um acento. Corais, Padres cantores, Cantores populares procuram fazer sua homenagem através de cantos marianos. As fachadas das casas e dos prédios são ornamentadas e decoradas saudando a Mãe de Jesus. Empresas mandam distribuir pequenos leques ou abanadores de papel com a letra de músicas entoadas durante as procissões, como um útil objeto de divulgação de seu negócio.

Em meio a procissão os Ambulantes vendem toda sorte de mercadorias que vão desde as fitinhas, terços e santinhos, camisetas, bonés, brinquedos de miriti, até água e alimentos. No meio do trajeto, no Edifício Manoel Pinto da Silva, uma saudade e uma homenagem: Dom Vicente Zico, já falecido, há muitos anos assistia a passagem da Berlinda da sacada de um dos apartamentos era sempre saudado pela multidão que já se habituara a vê-lo ali. ...ainda não acabou, tem mais!

“Deus lhes fará justiça” (Lc 18, 8)

Vox Dei nº 421 de 16 de outubro de 2016

A reflexão deste trecho do Evangelho, que conta a parábola do juiz injusto, nos leva a meditar sobre a justiça de Deus em relação à nossa fé. Se o juiz da parábola, injusto e não temente a Deus, atendeu ao pedido da viúva em vista da sua obstinação, quanto mais nos fará Deus Pai, quando nos voltarmos com fé e suplicarmos pelas nossas necessidades? A insistência e a perseverança da nossa oração revelam que somos humildes diante de Deus e faz com que demonstremos crença irrestrita nos projetos a que nos propomos. Por isso, a constância da nossa oração já é uma prova de fé.

Cristo nos estimula a orar e persistir na fé com a certeza absoluta da resposta do Pai às nossas orações, mas muitas pessoas se interrogam como é que Deus permite tanta barbaridade acontecendo no mundo, marcado pela presença de injustiças, ganância e corrupção. Aparentemente o mal parece prevalecer sobre o bem, mas lembremo-nos de que Deus está no comando do mundo, portanto, esperar n´Ele é prova de Fé e de paciência. Quem não persevera na oração, nunca poderá ver realizados os seus pedidos, nem poderá exercitar a sua fé. Sabemos que, sozinhos, somos impotentes e incapazes de alcançar tudo o que almejamos, no entanto, confiando na justiça divina poderemos desejar até coisas consideradas impossíveis. Por isso, a persistência das nossas reivindicações nos torna firmes e nos faz ter convicção e confiança na promessa de Jesus de que tudo quanto pedirmos ao Pai, em Seu nome, nos será atendido.

Assim, pois, Jesus nos ensina e nos dá a indicação para alcançarmos os desejos do nosso coração: insistir, persistir e nunca desistir. A insistência da nossa oração exercitará em nós a perseverança e a certeza de que o que desejamos está de acordo com a vontade do Pai. Quando desistimos com facilidade dos nossos pleitos diante de Deus é sinal de que não temos muita segurança no que pedimos. A perseverança fortifica a nossa alma, mas com ela deve estar de braços dados a esperança, significando a espera com confiança.

A viúva pediu ao juiz para fazer-lhe justiça contra o seu adversário. Assim também devemos pedir ao Senhor que a Sua vontade se realize na nossa vida, porque justo para nós é tudo o que o Senhor nos conceder. Não tenhamos receio em bater à porta do Pai para expressarmos nossas necessidades, mesmo sabendo que devemos nos contentar com tudo quanto Ele nos conceder, pois Ele sabe o que necessitamos, assim como o que precisamos para ser feliz. Nunca devemos cansar de pedir, de suplicar por aquilo que o nosso coração deseja. Não percamos a nossa esperança, Deus proverá! A qualidade da nossa fé é para o mundo um testemunho vivo, capaz de atrair muitas pessoas a também abraçarem a causa de Jesus e, assim fazer com que Ele, quando voltar, ainda encontre fé sobre a terra.

Quando penso no Círio...

Vox Dei nº 420 de 09 de outubro de 2016

Uma promoção dessas que oferece prêmios, pergunta numa rede social o que lhe vem à memória quando pensa no Círio. É claro que quero ganhar o concurso para obter o prêmio, mas...eles querem que se resuma tudo em uma frase criativa. Pensei logo que não tem como resumir tudo aquilo que se passa durante todo o período que compreende desde as viagens com a imagem Peregrina a várias outras cidades do Brasil, seguindo-se as peregrinações com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré em preparação espiritual para o Círio, a vinda dos peregrinos que vem a pé, de bicicleta, de moto, de carro ou de ônibus pelas estradas, aqueles que vem pelos rios em canoas a remo ou nos popopôs, nos barcos de passageiros ou em Iates, e até em moto aquática! E tem aqueles que chegam de todos os lugares do mundo por outros meios com o fim específico de “passar o Círio” em Belém.

A economia da cidade se aquece, a procura pelos ingredientes das comidas típicas paraenses lotam principalmente as feiras livres e seu comércio informal, as vitrines se enfeitam em atrativas promoções de roupas e camisetas alusivas, os Hotéis, Hostels, Pousadas, Pensões se preparam para receber muitos hóspedes. A cidade fervilha na passagem da Imagem Peregrina que passa pelas ruas à caminho de Repartições Públicas e Estabelecimentos Comerciais, com o pipocar dos fogos que anunciam a alegria, a emoção e as orações dos anfitriões! Das mangueiras caem fachos de luzes e estrelas numa euforia de cores e brilho!

Se formos pegar a agenda oficial do Círio de 2016, veremos que ele começou oficialmente desde o dia 07 de abril seguindo-se uma extensa programação que envolve desde a apresentação do cartaz oficial. A apresentação do manto e a descida do Glória, quando a imagem é retirada do nicho central da Basílica de Nazaré, são expectativas que envolvem a todos. A cada continha aplicada naquele pequeno manto há uma prece do povo de Deus e que guarnece a imagem.

A procissão rodoviária do traslado para Icoaracy, de onde sai a procissão fluvial, é a terra e a água dando passagem a Jesus no colo de sua mãe. É tudo muito emocionante. É lindo ver o povo se aglomerar nos caminhos para render homenagens e talvez seja um momento único de um encontro mais próximo com a Berlinda. Segue-se então uma moto-romaria levando a imagem do cais até o olégio Gentil Bittencourt de onde sairá a Trasladação para a Catedral da Sé de onde sairá a grande procissão do Círio.

Então há o mais lindo amanhecer! No raiar do dia está tudo pronto para os pés no chão, a mão na corda e os olhos no céu! No caminho o povo reza, canta, e se comprime para reverenciar a Mãe que se predispôs a dividir sua fé, seu amor, sua dor e sua disponibilidade em servir ao Deus que há em cada um que crê no Jesus parte da Trindade Santa!

Então a grande confraternização se concretiza em massa e logo mais na intimidade dos lares com o almoço em família. Seja farto ou não, o consenso é de que haja Paz! E ainda tem mais...

“Levanta-te e vai! Tua fé te salvou!” (Lc 17, 19)

Vox Dei nº 420 de 09 de outubro de 2016

Ao longo da vida é necessário usar de gratidão, pois esta é um exercício salutar e, simultaneamente, um testemunho de justiça e de humildade de nossa parte. Neste Evangelho Jesus nos ensina a sermos gratos e ao mesmo tempo humildes quando recebermos benesses de qualquer pessoa, principalmente de Deus.

Vale a pena lembrar que a lepra era uma doença que, no decorrer do tempo, deformava as pessoas e causava a morte de muita gente, pois apodrece o tecido, causando sérias lesões, deixando um mau aspecto para quem o observa. Por isso, naquele tempo, os leprosos eram terrivelmente discriminados e colocados à margem do convívio em sociedade, em locais bem distantes, onde eram execrados, aguardando a morte e, lá mesmo, consumindo-se. Quando tinham necessidade de ir à cidade, eram obrigados a passar por locais pré-determinados, a fim de não contaminarem as outras pessoas, levando consigo um sino que iam tocando e gritando: “está passando um leproso”...

No quadro exposto pelo Evangelho observamos que os dez leprosos reconheceram a sua miséria, tiveram coragem de aproximar-se de Jesus para suplicarem compaixão, e obedeceram à Sua ordem quando lhes mandou “apresentarem-se aos sacerdotes”. No entanto, somente um deles foi humilde a ponto de voltar para agradecer a Jesus pela sua cura. Diante de tudo isso, precisamos entender que para nós não bastam somente o reconhecimento da nossa miséria e a consciência de que somos pecadores(as) necessitados(as) do perdão e da misericórdia de Deus, nem tampouco suplicar e confessar ao Senhor as nossas faltas e o nosso desejo de conversão.

Quantas vezes nós, com nossas “doenças” e problemas particulares, imitamos esses homens cheios de defeitos e erros, cheios de orgulho e vaidade, com intrigas dentro das nossas próprias famílias, com raiva e até ódio dos nossos? Quantas vezes criamos na nossa vida “uma lepra” que destrói a alma e, quando nos encontramos com a Verdade e queremos retomar a vida normal, aquela que nos realiza como filhos e filhas do Criador, rogamos e imploramos que Ele nos salve, e Ele salva? E o que fazemos, então: voltamos para agradecer como fez aquele leproso ou agimos como os outros nove que foram embora sem agradecer?

Acostumemo-nos a fazer--- sempre que estivermos a ponto de falarmos ou fazermos coisas que nos afastam dos caminhos do Senhor--- uma revisão de vida, e perceberemos o quanto somos felizes, mesmo com as dificuldades que temos. É importante observarmos que não é Deus que nos dá as doenças, os problemas... Ele só quer o nosso bem, pois nos criou para sermos infinitamente felizes. Nós é que criamos, ou os outros criam em nós, tudo aquilo que nos aflige. A voz do Senhor continua a ressoar para todos nós: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou!”

Aprender caminhando

Vox Dei nº 419 de 02 de outubro de 2016

Há algum tempo meu marido e eu resolvemos fazer a Peregrinação de Nossa Senhora de Nazaré sendo condutores daquele momento de oração. Vamos a casa das pessoas interessadas, com uma imagem, os livrinhos do roteiro elaborado sob a responsabilidade da Diretoria do Círio e muita expectativa sobre a receptividade das pessoas e sobre o desenvolvimento dos temas.

Neste ano, gostaria de parabenizar a Equipe responsável pela elaboração dos livros da Peregrinação. O roteiro está muito bom e os textos mais acessíveis, com linguagem simples e sem rebuscamento. O entendimento é mais fácil mesmo aos mais desatentos.

Nossa agenda lotada, nos faz pensar que somos mesmo muito acomodados e que gostamos de conforto e descanso depois de um dia atribulado de trabalho. Mas eis que nessa pequena missão descobrimos que somos muito privilegiados em relação aos primeiros Cristãos! Muito mesmo!

Temos uma imagem física que remete ao aconchego do colo da mãe que carrega junto ao peito, como um verdadeiro andor, àquele por quem fazemos tudo isso. A linguagem visual nos mostra que naquela pequena imagem de gesso, há a lembrança do cumprimento da promessa de misericórdia e compaixão.

Temos um pequeno roteiro onde nos guiamos para louvar, bendizer, agradecer e refletir e nos comprometer na disciplina de nosso viver, no caminhar e no existir para Deus criador.

Temos ainda o privilégio de caminhar livres no exercício da nossa fé. De levar aquele momento de confraternização e alegria, a vários pontos da cidade muito rapidamente e depois voltar pra casa saciados no Espírito e no corpo por tantos abraços, carinhos e ainda uma refeição compartilhada entre todos que aproveitam para se encontrar entre sí e com Deus!

É, parece uma missão cansativa, enfadonha, repetitiva, mas não é! Aprende -se muito! Absorvemos muita luz e direção para nós mesmos. Há um forte e poderoso laço que nos leva a evangelizar com alegria! É lindo ver crianças recitando o terço, jovens lendo os textos, compartilhando suas impressões, suas dúvidas e suas experiências.

Há muita riqueza no modo de se expressar dos mais velhos que com sua vivência nos impulsionam e motivam! O olhar perdido de alguns, as lágrimas, os sorrisos e até os silêncios são fontes de vida que dão o suporte pra que não desistamos. Os pedidos por saúde, paz, conversão, segurança, amor, empregos, prosperidade, parecem tão genéricos e clichês mas carregam esperança e muita vontade de se ter uma existência tranquila.

Quando entre esses pedidos ouvimos apelos pra se passar numa prova de vestibular ou de concurso público, pode parecer tão egoísta, mas é sobrevivência, é luta pelo futuro, é busca por um honesto lugar ao sol! Quando nos voltamos para interceder pelos refugiados, pelos excluídos, pelos abandonados tudo parece se encaixar mais na Doutrina de Jesus Cristo porque é isso que ele nos pede: que sejamos um e que sejamos misericordiosos como o Pai é misericordioso! Então que assim seja. Trabalhamos por isso.

“Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10)

Vox Dei nº 419 de 02 de outubro de 2016

No Evangelho de hoje Jesus nos exorta a vivermos a nossa vocação de acordo com a nossa missão específica, sem querer recompensa antecipada. Dessa forma Ele nos adverte: “quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: “somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.” Por que tal advertência?

A nossa humanidade tem tendência a querer descanso, mordomia, vida fácil. Na maioria das vezes quando desempenhamos um bom trabalho, uma missão proveitosa ou mesmo a nossa obrigação diária, compreendemos que já “fizemos muito” e que então devemos ser elogiados, exaltados, porque tudo foi perfeitamente executado. Por isso, o Mestre nos ensina que não precisamos nem devemos esperar recompensa nem elogios e tampouco deferências pelos trabalhos que realizarmos, pois sempre teremos algo a fazer.

Temos obrigações de religião; por isso, se somos cristãos, precisamos respeitar as exigências inerentes a nossa fé. Temos obrigações sociais; por isso, se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais são nossas obrigações para com elas e tentar uma convivência responsável. Temos obrigações para conosco; por isso precisamos cuidar de nossa saúde, da saúde do corpo e da saúde da alma. E assim por diante.

Na verdade, enquanto aqui estivermos, estaremos sendo convocados noite e dia para a vigilância e para o serviço, no amor desinteressado. Assim sendo, não nos será permitido cruzar os braços por mais que já tenhamos efetivado muitas obras. Somos, todos, apenas “servos inúteis” que, um dia, por tudo o que fizermos, seremos recompensados e servidos no céu pelo Senhor.

Mesmo se estivéssemos sozinhos no mundo, ainda assim não estaríamos livres de obrigações. Mas quem entende a si mesmo e percebe suas relações com o mundo e com as pessoas, não encara as obrigações como um peso e sim como uma realidade da vida, que pode nos fazer felizes.

A perseverança é a maior virtude do servo que deseja fazer a vontade de Deus. Ele nos criou para a santidade e não é mérito nosso sermos santos e dignos da vida futura. Deus não desiste de nós e, a cada momento, nos dá oportunidades para que recebamos as Suas graças. Contudo, se começamos a perder as chances que Ele nos dá, por entender que já realizamos tudo, estaremos deixando a Sua graça passar. A cada dia, enquanto aqui estivermos, e até o final da vida, seremos servos e servas convocados pelo Senhor para construir o reino do céu aqui na terra. Contudo, não esperemos prêmios nem promoções neste mundo, porque estes, só nos serão concedidos na vida eterna.

A alegria de ser devoto

Vox Dei nº 418 de 25 de setembro de 2016

 Reze uma prece, acenda a vela, que o dia dela já vai chegar! Versos de uma canção estão a lembrar que o Círio de Nazaré está chegando. São muitas providências para se tomar especialmente para quem vai receber hóspedes peregrinos ou turistas curiosos. É um tempo em que muitos paraenses aproveitam para pintar a casa, arrumar e decorar fachadas, escolher aquela linda toalha de mesa com motivos marianos, e tal qual no natal, reproduzir a cena da Romaria do Círio em Miriti, com romeiros, promesseiros, a corda e a linda berlinda florida com imagem de NS de Nazaré.

Os cartazes oficiais do Círio já estão pregados nas portas, alguns são ricamente customizados por brilhantes e coloridas pedrinhas, flores em scrapbook, enfim, há uma euforia pela proximidade da grande festa que é o Círio de Nazaré. É tão lindo ver a mobilização dos jovens que atuam como voluntários para trabalhar nas várias romarias que se avizinham. Muitos arrecadam itens para minimizar o desgaste físico durante as caminhadas especialmente as que saem de cidades do interior do Estado até a Basílica de Nazaré. A cada ano aumentam os grupos que saem em peregrinação pelas estradas, no trajeto grupos se organizam para tratar feridas, hidratação e alimentação etc. É uma corrente que se cria. São momentos de pura oração e fé. Esses grupos caminham e são testemunhos vivos da devoção à Mãe de Jesus. Cada promessa cumprida é um louvor a Deus que em sua misericórdia, fez chegar sua graça ao penitente.

No vestuário, as criativas camisetas estampadas com a imagem de N S de Nazaré, dão um lindo colorido nas ruas. São mais adequadas ao calor intenso que faz nessa época do ano. As fitinhas coloridas copiadas da devoção ao Senhor do Bonfim na Bahia, parecem misturar certo sincretismo: a cada nó, um pedido a ser feito. Eu vejo fé. A cada nó há um desejo e uma oração elevada a Jesus sob a intercessão de sua Mãe.

Na culinária sempre tão especial, mais motivo de festa: maniçoba, pato no tucupi, peixes regionais, o camarão, nas sobremesas o cupuaçu, bacuri, manga, o açaí com farinha d’água ou de tapioca, os sorvetes premiados e muita alegria no almoço, seja farto ou não, o importante é estar em família.

Até o dia do Círio, a preparação espiritual é feita nos lares e nas Empresas Públicas e Privadas através das Peregrinações com a imagem de NS de Nazaré. Obedecendo ao roteiro contido nos Livrinhos de Peregrinações, grupos de pessoas fazem a condução das orações para as famílias ou grupos interessados. Há a reza do terço mariano, cantos e reflexões bíblicas consistindo num riquíssimo momento de evangelização. Em tudo há muita alegria em difundir a devoção e propagar a fé em Jesus.

“Eles tem Moisés e os Profetas, que os escutem!” (Lc 16, 29)

Vox Dei nº 418 de 25 de setembro de 2016

A parábola do homem rico e do pobre Lázaro nos confirma que a vida aqui na terra é uma oportunidade preciosa para que possamos nos apropriar dos “terrenos do céu”. O homem rico viveu aproveitando tudo o que possuía para satisfazer o seu apetite humano, como se um dia não tivesse que se apartar do seu penhor. O pobre, por força das circunstâncias, teve uma experiência completamente oposta e provou das agruras da vida por conta da sua completa miséria. Vemos, então, que os dois poderiam ter sido instrumentos de salvação, um para o outro.

A salvação que Jesus veio nos oferecer é algo pertinente à nossa vida. A nossa vivência aqui na terra já pode ser um testemunho de que estamos salvos e um dia iremos viver na companhia dos anjos ou no meio dos tormentos. O rico teve todas as chances para bem viver com sua riqueza, fazendo dela um trampolim para alcançar a vida plena depois que partisse para a outra existência. Infelizmente, muitos ainda não compreenderam isso, portanto, a parábola do homem rico e do pobre Lázaro nos mostra uma situação, ainda hoje, persistente dentro da nossa realidade.

A conjuntura do rico e de Lázaro nos dá uma amostra do julgamento de Deus. Não podemos nos confundir achando que a riqueza é uma coisa má. No entanto, há uma condição imprescindível para que ela seja um instrumento para a nossa salvação: a de partilharmos nossos bens e “terrenos da terra” com o próximo. O mal é quando queremos ter tudo só para nós e desprezamos àqueles que vivem à nossa porta implorando por migalhas, porque não possuem o suficiente para viverem com dignidade. Ninguém é tão pobre que não possua nada para dar nem igualmente é tão rico que não necessite partilhar com alguém a sua riqueza.

Jesus nos fala que o rico recebe os bens durante a vida e o pobre, os males, mas que na outra vida dar-se-á o contrário. O pobre existe para dar ao rico uma chance de empregar os seus bens e assim poder obter ainda mais para ajudar a quem precisa. Nunca se ouviu dizer que alguém ficou pobre porque ajudou a outrem, no entanto, sabemos que muitos chegam à ruína porque empregaram mal a sua fortuna. Jesus também nos mostra a perspectiva da eternidade para o rico avarento e o pobre humilhado: para o primeiro a região dos mortos que é a ausência de Deus e, para o segundo, o seio de Abraão, isto é, a presença de Deus, na companhia dos anjos e tendo consolo para as suas dores.

Precisamos refletir no tempo atual da nossa vida quando temos a oportunidade de pôr em prática todos os ensinamentos de Jesus, a fim de que não tenhamos a mesma sorte dos mesquinhos. Assim, também, precisamos perceber a responsabilidade de abrir os olhos das pessoas que ainda estão presas aos seus bens e não olham para os Lázaros que batem à sua porta.

A Palavra de Deus é a Verdade

Vox Dei nº 417 de 11 de setembro de 2016

A Bíblia Sagrada ainda é um dos livros mais vendidos no mundo. Existem traduções para, praticamente, todas as línguas faladas nos seis continentes, tornando sua mensagem universal. Mais do que um livro para ser exposto em lindas encadernações, como adorno, ou para ficar guardado numa gaveta, como relíquia artística ou editorial, ou, ainda, para ser conduzido fechado, debaixo do braço, a Bíblia deve ser manuseada diariamente, lida com devoção e tomada como um manual de vida.

Atualmente, vários aplicativos de celular facilitam a leitura do Evangelho, através da Liturgia Diária para as celebrações litúrgicas da Santa Missa, e este pode ser lido nos ônibus, nas salas de espera de consultórios, de bancos, enfim, em qualquer lugar. Nada disso, porém, substitui eficazmente a leitura do Livro Sagrado. A Bíblia é uma “biblioteca” de 73 livros inspirados por Deus e deve ser lida com a máxima reverência à Sua Palavra, meditada e absorvida com o espírito ávido pelo conhecimento dos Seus ensinamentos. Da mesma forma que se alimenta o corpo, há que se alimentar o espírito com a Palavra de Deus.

Não que a Palavra lida rapidamente em celulares, ou em mensagens de folders e panfletos seja ineficaz, mas o Livro Sagrado, propriamente dito, oferece um amplo conhecimento que vai desde a criação do mundo, atravessa a grande trajetória revelada no Antigo Testamento e chega à profetização da vinda de Jesus até seu nascimento, dando origem ao Novo Testamento, onde o caminho do Mestre tem sua apoteose na Ressurreição anunciada.

Algumas traduções da Bíblia para o português brasileiro, possuem uma linguagem muito rebuscada, dificultando a leitura e seu entendimento ou sua interpretação. Entretanto, na atualidade, já existem muitas edições recentes com uma linguagem mais acessível, visando chegar àqueles com dificuldade na leitura e com vocabulário um pouco mais reduzido. Estas podem ser adquiridas em livrarias católicas, onde são vendidas em modestas encadernações para se tornarem mais acessíveis.

Ler a Bíblia com atenção é um ato de oração, e, para tal, precisamos esvaziar o coração e a mente de toda impureza, relaxar e fazer uma leitura serena com atenção ao que lê. É incrível como ela sempre tem uma palavra certa para o momento em que estamos vivendo.

Os salmos são um deleite especial, pois carregam a exaltação perfeita ao nosso Deus e Senhor! Nesses momentos, o espírito se inclina a glorificar e reconhecer o poder e a magnitude de Deus, Sua extrema misericórdia e bondade infinita, mas Ele ainda é um Deus majestade, colocando os homens como leais súditos. Depois disso vem Jesus, e nos ensina a chamar a Deus de Pai, e nos demonstra o quão estreita deve ser nossa relação com Ele como filhos, o quão perto de nós Ele está, porque deve estar dentro de cada indivíduo, e assim devemos tratar a todos, reconhecendo Deus em cada um, como um irmão.

“Presta contas da tua administração” (Lc 16, 2)

Vox Dei nº 417 de 18 de setembro de 2016

O Evangelho de hoje apresenta uma parábola de certo modo bastante atual, a do administrador infiel. O personagem central é o administrador de um proprietário de terras, figura muito comum naquela época, quando se regiam sistemas de posse por usufruto.

Como as melhores parábolas, esta é como um drama em miniatura, cheio de movimento e de mudanças de cena. A primeira tem como atores o administrador e seu senhor e conclui com uma dispensa taxativa: “Já não podes ser administrador”. Este não esboça sequer uma autodefesa. Tem a consciência suja e sabe perfeitamente que tudo aquilo que o patrão ficou sabendo a seu respeito é certo. A segunda cena é um monólogo do administrador que acaba de ficar sozinho. Não se dá por vencido; pensa em soluções para garantir um futuro. A terceira cena – o administrador e os camponeses – revela a fraude que idealizou com esse fim: “Tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacos de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve: oitenta’”. Um caso clássico de corrupção e de falsa contabilidade que nos faz pensar em frequentes episódios parecidos em nossa sociedade, ainda que em uma escala muito maior.

Ao contar para os Seus discípulos esta parábola, Jesus quis dar, a eles e a nós, a lição de que devemos usar a sabedoria e a nossa inteligência também quando tratamos das coisas de Deus aqui nesse mundo. Ele não elogiou a atitude desonesta do administrador, mas a motivação que o levou a angariar a amizade das pessoas.

Estas pessoas são aquelas a quem nós ajudamos e com as quais nos solidarizamos nas horas de necessidade, não importando o tamanho do bem que fazemos ou a quantia que ofertamos. Por isso, é a maneira como vivemos e o nosso modo de ser, de tratar o semelhante, de acolher, de compreender, de dispensar que fará com que sejamos recebidos um dia nos tabernáculos eternos.

A compaixão que exercitarmos com os nossos semelhantes, o perdão e a misericórdia são ações sábias que devemos colocar em prática enquanto estivermos aqui na terra, porque elas nos servirão de passaporte para o reino dos céus. Normalmente nós colocamos mais empenho nos negócios do mundo do que nos interesses de Deus e damos prioridade ao que rende mais aqui na terra do que o tesouro que juntamos no céu. Os que tratam com as riquezas deste mundo, sabem fazer isso de modo desonesto. Os filhos da luz, porém, muitas vezes não sabem fazer assim para conquistar a amizade das pessoas e agradar a Deus.

É como dizer: fazei como aquele administrador; fazei-vos amigos daqueles que um dia, quando vos encontrardes em necessidade, possam acolher-vos. Esses amigos poderosos, sabemos, são os pobres, já que Cristo considera dado a Ele, em pessoa, o que se dá ao pobre. Os pobres, dizia Santo Agostinho, são de certa forma, nossos correios e transportadores: eles nos permitem transferir, desde agora, nossos bens na morada que se está construindo para nós no céu.

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