Vox Dei nº 404 de 19 de junho de 2016

O evangelista Lucas nos apresenta hoje a preocupação de Jesus sobre o conceito que as pessoas têm e fazem da Sua pessoa e então formula aos discípulos a inquietante pergunta: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” E o interessante disso tudo é que os discípulos escutavam os mesmos comentários que chegaram aos ouvidos de Herodes: que Jesus era ou João Batista, ou Elias, ou algum dos profetas antigos que ressuscitou. Mas o que Jesus realmente queria saber era o que os seus discípulos pensavam a respeito d´Ele. E nesse momento é Pedro quem toma a iniciativa da resposta e erguendo a voz diz: “Tu és o Cristo de Deus!”

A palavra Cristo vem do grego, é uma tradução literal de “Messias”, e significa ungido. Esta resposta de Pedro tem todo um significado.

Mas, então, as pessoas da época não sabiam que Ele era o Ungido de Deus? O Filho de Deus? Que não deveriam esperar que viesse outro? Pois é, não sabiam. Somente os discípulos sabiam disso. E foram severamente proibidos de comentar isso com alguém até que Ele passasse pelo martírio, morte e ressurreição.

Para Pedro, Jesus é Filho do Homem. É o Deus que se faz humano, convivendo no dia a dia com as multidões e comunicando-lhes Seu amor divino e eterno, que permanece para sempre, além da morte. A pergunta: “E vós quem dizeis que Eu sou?“ exige um comprometimento pessoal. Pedro corajosamente mostrou sua crescente lealdade, ao afirmar que Jesus era o Cristo de Deus. Nesta confissão Pedro quis dizer que Jesus era o único Deus, Filho ungido para Seus propósitos. Quais propósitos? A maioria não tinha ideia, portanto Jesus não queria que Seus discípulos divulgassem o que Pedro havia dito. Ao invés de um Rei ungido para sofrer e morrer por pecadores, a maioria dos judeus estavam à procura de um rei que trouxesse libertação política. Jesus, então, deixou claro o preço que teria que pagar para seguir a confissão de Pedro num mundo que não apenas estava confuso a Seu respeito, como também era contra Seu ministério. Concordar com a confissão de Pedro significaria causar conflito entre os crentes e o mundo, e os levaria a negar a si mesmos ao carregarem a cruz do discipulado. 

Seguir a Cristo lá e aqui tem seu preço, seu custo: dar a sua vida por amor aos seus irmãos. Peça e ore ao Senhor para que te ajude a abrir mão, se preciso for, da segurança, conforto e diversões deste mundo para O seguir. Que Ele te ensine a negar a ti mesmo, carregar a cruz e segui-Lo, pois, sua promessa é: “quem perder a vida por minha causa, este a salvará”.