Vox Dei nº 405 de 26 de junho de 2016

Estamos diante do Evangelho de São Lucas, e hoje ele traz uma mensagem importante para o nosso crescimento espiritual. Jesus está preparando sua caminhada missionária para Jerusalém, e Ele sabe que lá está o final de Sua missão redentora por nós: a paixão, morte e ressurreição!  Por isso, precisa de fieis discípulos para a continuidade da grande missão do reino de Deus que deverá continuar no mundo, quando Ele for arrebatado.

Jesus está decidido a enfrentar todos os desafios, a começar pela Galileia indo pela Samaria, razão pela qual enviou discípulos à sua frente para preparar o lugar onde ficar, mas Ele não foi aceito pelos Samaritanos, quando souberam que se dirigia à Jerusalém.

Os Judeus não gostavam dos Samaritanos, por isso construíram um templo no Monte Garizim para Javé; não podiam ir à Jerusalém por ter como inimigos o povo de Israel e Judá. Todos os Judeus evitavam passar por Samaria, e faziam seus caminhos passando pelo lado montanhoso, do mar da Galileia.

Apesar desta controvérsia, este é um dos textos mais enfáticos sobre o seguimento de Jesus em todo o Novo Testamento. Ele apresenta a questão de que, para ser discípulo de Jesus, devemos pagar um “preço” e temos que ter consciência da “urgência” de seu chamado.

O preço a pagar é a certeza de que seguimos um Senhor que, embora seja dono de todo o Universo, foi rejeitado e humilhado. Nossa vida não será diferente da d’Ele. Ser discípulo de Jesus significa assumir a disposição de ter uma vida simples, até mesmo com algumas necessidades, passar por incompreensões, às vezes estar sozinho nas lutas. Se não for assim, não estaremos aptos para seguir ao Senhor Jesus. 

Levar o nome de cristão também implica em colocar o reino de Deus como prioridade em nossa existência. O texto ilustra isso de um modo chocante: nossas relações familiares. Se não estivermos dispostos a pagar o “preço” de colocar Jesus acima de tudo, até mesmo da família, e de assumir essa decisão com rapidez, pois o reino de Deus exige urgência, não conseguiremos ser discípulos. Você já pensou nisso?