Nem bem acaba o Círio e, na cidade já começam os preparativos para os festejos do Natal. É claro que o nascimento de Jesus deve ser muito festejado, afinal Ele veio para trazer ao mundo as palavras de salvação e de vida eterna, a misericórdia para os pecadores e ensinar sobre o amor incondicional de Deus para com a humanidade e de como essa recíproca deve ser exercida através do amor entre os homens!

O apelo comercial que o Natal sofre pela tradição da troca de presentes corrompe a espiritualidade que a data deveria evocar em maior proporção e não raro, muitas das vezes nos frustramos quando não conseguimos trazer para aquele momento tão especial, uma farta ceia, roupas novas, presentes caros, confraternizações grandiosas, decorações caríssimas e etc.

As lojas, as casas e as ruas já começam a receber decoração alusiva ao Natal e em breve as propagandas usarão a figura emblemática do Papai Noel para induzir o consumo, e mesmo em tempos de crise econômica muitas pessoas fazem uma forcinha para adquirir itens para satisfazer essas “necessidades” para comemorar com algum estilo. 

O verdadeiro católico não sucumbe assim tão fácil e sabe que o que tem para usufruir nessa data é o resultado de um período de trabalho, mas muito mais do que isso, é resultado daquilo que vem vivenciando desde os natais passados, quando verdadeiramente Jesus já nasceu em sua vida de forma determinante e para sempre.

Na verdade vem exercitando aquilo que já recebeu como o maior de todos os presentes: tem em Jesus aquele que transborda de amor, aquele que comanda suas atitudes para a harmonia e a cultura da paz.              

Comercialmente também, há quem diga que o Círio é o Natal do Paraense, a liturgia da Igreja diz que não! É importante viver cada época a seu tempo litúrgico e saber a importância de toda a cronologia bíblica para uma perfeita catequese e o completo entendimento de toda a trajetória de Jesus que culmina com a Páscoa da Ressurreição.

É sim tempo para exercitar o amor ao próximo, começando pela Igreja doméstica, na família e espalhando para todos de seu convívio, determinando assim o fim da violência desmedida, do consumismo desenfreado que causa a ganância e os roubos e desvios, a amizade e respeito entre os povos e ao fim comemorar a PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE!