Vox Dei nº 409 de 24 de julho de 2016 

No evangelho de hoje Jesus responde ao pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”, instruindo seus discípulos nos elementos da oração apropriada pelo modelo de oração que Ele dá. No Pai Nosso nós pedimos ao Pai o reino do céu, o pão de cada dia e o perdão das nossas dívidas, prometendo na mesma proporção, perdoar aos nossos devedores. Pedimos também a graça de não cair em tentação e de sermos livrados do mal, que é o pecado. Dessa forma, a oração que Jesus nos ensinou contém os requisitos imprescindíveis para que sejamos atendidos nas nossas necessidades, quais sejam: a perseverança, a fé e a confiança na resposta do Pai.

Hoje ele dá ênfase na importância da fé na oração feita com persistência, por isso Jesus conta a história de alguém que foi procurar um amigo fora de hora e pediu com insistência que lhe emprestasse o pão de que estava precisando para aquele momento, sendo atendido por causa da sua persistência. Depois, Jesus mais uma vez nos fala de perseverança, de fé e confiança, quando nos diz que, na medida em que pedimos, procuramos e batemos na Porta do Pai, nós receberemos o Espírito Santo que é Aquele que nos ensina a orar como convém.

Pedir o Espírito Santo é, portanto, o que nós devemos fazer a cada momento em que nos dirigimos ao Pai, deixando que Ele seja o agente e o administrador da nossa oração. Somente o Espírito Santo de Deus conhece a verdade do nosso coração e as suas reais intenções, por isso, tem a ciência exata das nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Somente Ele poderá nos ajudar a cumprir a parte que nos cabe quando rezamos o Pai Nosso que é perdoar àqueles que nos ofenderam e não cair nas tentações a que estamos sujeitos todos os dias. É Ele também que se dirige ao Pai e intercede para que sejamos fiéis à nossa oração pessoal quando temos a chance de escutar Suas confidências e os Seus desígnios para cada momento da nossa vida.

Esta mensagem de Lucas 11 deve fazer de nosso coração o lugar da acolhida do projeto de Deus em nossa vida. Com fé, esperança e confiança, batemos a porta, suplicamos, até choramos apresentando todas as nossas preocupações. Estejamos certos de que o Todo-Poderoso ouvirá, atenderá, e responderá abundantemente de acordo com a profundidade e simplicidade de nossa oração. O desafio se chama: persistência, disciplina e fidelidade na oração. Portanto, como disse Paulo aos novos convertidos de Tessalônica também expressamos: “reze sem cessar”, ou seja: não pare de rezar!