Vox Dei nº 411 de 07 de agosot de 2016

No dia 4 de agosto celebra-se o dia do Padre. É também o dia de São João Maria Vianey, também aclamado “Patrono dos Párocos”. O exemplo de um homem que viveu sua infância em plenos tempos da Revolução Francesa, quando a perseguição à Igreja dificultava a catequese e os ofícios religiosos, e que depois, na maturidade sofreu com os impactos das guerras napoleônicas, desertou do exército, só foi alfabetizado aos 18 anos de idade e teve grandes dificuldades em concluir sua formação sacerdotal porque não conseguia aprender devidamente o latim, língua obrigatória para os ofícios religiosos naquela época. Com a ajuda de um padre que resolveu ajudá-lo nesse aprendizado, conseguiu consagrar-se Padre.

Nos tempos atuais vivem-se momentos de igual terror na França, não mais movidos por poderes constituídos, mas, por rebeldes à liberdade humana, em nome de um Deus que é só amor, praticam toda sorte de atrocidades, dentre as quais a decapitação em plena celebração eucarística do Padre Jacques Hamel de 84 anos de idade, que já podia ter se aposentado mas resolveu continuar a exercer seu ministério porque se considerava “forte” para ajudar seu Pároco em função da pouca quantidade de Padres disponíveis.

Longe desse episódio passar a desencadear uma guerra santa, onde pessoas de diversos credos passam a se digladiar, falsamente em nome de seu Deus, e considerando-se que ao longo do século XX e agora já no século XXI, tantos Cristãos missionários vêm sendo martirizados por essa intolerância que para nós parece ser apocalíptica ante a presença de um “Anticristo”.

Seria tão mais proveitoso para essas pessoas se passassem a fazer sua catequese apenas no plano das suas próprias ideias de salvação! A hostilidade só gera conflito e ninguém deveria ser impelido a crer pela força bruta e pela maldade humana.

Há um grande abismo na verdadeira vocação para o sacerdócio e o interesse em ter uma carreira no mundo clerical, há que se estabelecer, a exemplo do próprio São João Maria Vianney, que cada Padre possui sua inclinação e o seu talento para exercer sua função de forma a contribuir para o crescimento da Igreja, seja através dos autos estudos teológicos (necessários para a formação de novos padres) seja através do trabalho pastoral, na administração da Igreja, no ministério da música, enfim, Deus usa cada um para elevar o nome de seu filho Jesus Cristo em nome do amor. Para tudo, é preciso ter coragem, desprendimento e um infinito amor a Jesus Cristo.

Acredito que ninguém vai ser Padre com o propósito de ser Mártir no sentido de ter sua vida ceifada em função de sua fé, nos pareceria uma forma de barganha, mas ser martirizado no sentido de entregar sua vida à serviço da evangelização, da palavra, do amor ao próximo.

Rezemos então por todos os Padres e todos aqueles missionários que trabalham para difundir a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo que é toda ela baseada do amor entre os homens, na paz verdadeira, na conciliação e na misericórdia Divina!