Vox Dei nº 421 de 16 de outubro de 2016

A reflexão deste trecho do Evangelho, que conta a parábola do juiz injusto, nos leva a meditar sobre a justiça de Deus em relação à nossa fé. Se o juiz da parábola, injusto e não temente a Deus, atendeu ao pedido da viúva em vista da sua obstinação, quanto mais nos fará Deus Pai, quando nos voltarmos com fé e suplicarmos pelas nossas necessidades? A insistência e a perseverança da nossa oração revelam que somos humildes diante de Deus e faz com que demonstremos crença irrestrita nos projetos a que nos propomos. Por isso, a constância da nossa oração já é uma prova de fé.

Cristo nos estimula a orar e persistir na fé com a certeza absoluta da resposta do Pai às nossas orações, mas muitas pessoas se interrogam como é que Deus permite tanta barbaridade acontecendo no mundo, marcado pela presença de injustiças, ganância e corrupção. Aparentemente o mal parece prevalecer sobre o bem, mas lembremo-nos de que Deus está no comando do mundo, portanto, esperar n´Ele é prova de Fé e de paciência. Quem não persevera na oração, nunca poderá ver realizados os seus pedidos, nem poderá exercitar a sua fé. Sabemos que, sozinhos, somos impotentes e incapazes de alcançar tudo o que almejamos, no entanto, confiando na justiça divina poderemos desejar até coisas consideradas impossíveis. Por isso, a persistência das nossas reivindicações nos torna firmes e nos faz ter convicção e confiança na promessa de Jesus de que tudo quanto pedirmos ao Pai, em Seu nome, nos será atendido.

Assim, pois, Jesus nos ensina e nos dá a indicação para alcançarmos os desejos do nosso coração: insistir, persistir e nunca desistir. A insistência da nossa oração exercitará em nós a perseverança e a certeza de que o que desejamos está de acordo com a vontade do Pai. Quando desistimos com facilidade dos nossos pleitos diante de Deus é sinal de que não temos muita segurança no que pedimos. A perseverança fortifica a nossa alma, mas com ela deve estar de braços dados a esperança, significando a espera com confiança.

A viúva pediu ao juiz para fazer-lhe justiça contra o seu adversário. Assim também devemos pedir ao Senhor que a Sua vontade se realize na nossa vida, porque justo para nós é tudo o que o Senhor nos conceder. Não tenhamos receio em bater à porta do Pai para expressarmos nossas necessidades, mesmo sabendo que devemos nos contentar com tudo quanto Ele nos conceder, pois Ele sabe o que necessitamos, assim como o que precisamos para ser feliz. Nunca devemos cansar de pedir, de suplicar por aquilo que o nosso coração deseja. Não percamos a nossa esperança, Deus proverá! A qualidade da nossa fé é para o mundo um testemunho vivo, capaz de atrair muitas pessoas a também abraçarem a causa de Jesus e, assim fazer com que Ele, quando voltar, ainda encontre fé sobre a terra.