Vox Dei nº 423 de 30 de outubro de 2016

Movido pela curiosidade, muito comum no ser humano, a experiência de Zaqueu o levou a ter um encontro pessoal com Jesus de forma a ser convertido e, por conseguinte, a ter um gesto concreto de penitência. Embora fosse ele um pecador público, pela narrativa percebemos que ele mesmo provocou aquele encontro com o Mestre.

Este Evangelho nos mostra que o homem vive em busca d`Aquele que pode lhe dar paz e serenidade, no entanto, muitas vezes não consegue por causa da própria vida que leva, cheia de ocupações e preocupações, pelos afazeres, enfim, por todas as coisas lícitas e ilícitas que pratica! Todavia, aquele (a) que se deixar olhar por Jesus e atender ao Seu convite, terá a sua vida salva e verá, aqui na terra dos viventes, o supremo bem de uma vida transformada.

O gesto de Zaqueu ao subir na árvore, significa para nós o esforço que devemos fazer para nos reconciliar com Deus. Apesar da “multidão” que nos atrapalha e tenta nos impedir de fazê-lo, assim como de todas as barreiras que nós mesmos levantamos, teremos sempre a oportunidade de “subir na árvore” para encontrar Jesus. A árvore poderá ser uma pessoa amiga, em quem nos apoiamos, ou alguém que nos leva para um grupo de oração ou a algum lugar no qual podemos conhecer Jesus. Ele está atento a todo e qualquer gesto nosso que possa sugerir um desejo de conversão e mudança de vida.

Porém, Ele não quer que fiquemos “em cima da árvore”, ou melhor, dependendo de que alguém nos apresente a Ele. Por isso, Ele nos manda, “descer da árvore” para que possamos levá-Lo para a nossa casa: “Hoje eu devo ficar na tua casa”, disse Jesus a Zaqueu. Todos nós que recebermos Jesus Cristo em nossa casa teremos encontrado a verdadeira bem-aventurança.

É na nossa casa, no nosso interior, que o Senhor deseja permanecer. É no convívio do nosso coração que o Senhor faz a Sua obra de misericórdia acontecer, nos levando a um arrependimento sincero a ponto de também devolvermos a Deus tudo o que Lhe é de direito: a nossa vida.

Mesmo que não tenhamos nos apoderado de nada alheio, talvez sejamos devedores do amor de Deus que guardamos no coração e não passamos adiante. Por isso, não podemos nos esconder no meio da multidão, debaixo dos nossos pecados e das nossas faltas do passado. Precisamos também, como Zaqueu, procurar Jesus, acolhê-Lo na nossa casa para que permaneça junto da nossa família, a fim de que tenhamos um encontro pessoal com a salvação.

 

Se quisermos realmente ser pessoas diferentes aos olhos humanos, façamos como Zaqueu: chamemos a atenção de Cristo para nós! Certamente veremos que Ele vai querer “entrar em nossa casa”, em toda a nossa vida, pois Cristo nos ama e quer que sejamos salvos!.