Vox Dei nº 422 de 30 de outubro de 2016

Alguém fez uma postagem onde uma reflexão sobre uma sucessão de atitudes grosseiras e estúpidas iam sendo tomadas na medida em que um pai de família chegava aborrecido do trabalho onde fora destratado e despejava toda sua fúria sobre sua esposa que por sua vez maltratava o filho, que chutava seu cão, que corria para a rua e mordia uma senhora que ia ao hospital e que lá também recebia um péssimo atendimento e ao voltar para sua casa encontrava o filho muito aborrecido porque seu jantar não estava pronto e sua cama ainda estava desfeita. Então essa mulher calmamente, tratou seu filho com toda doçura e foi preparar uma boa refeição e ainda lhe arrumou o quarto enquanto este tomava banho.  Depois do jantar, já refeito sua mãe foi dar-lhe boa noite e só então o filho viu o curativo na perna da mãe e percebeu o quão grosseiro fora e então pediu desculpas por sua rudeza e insensibilidade e sua mãe lhe disse simplesmente: - Meu filho, temos que quebrar a cadeia do mau. Não se pode desejar a paz e o bem se somos nós a semearmos a discórdia e a desunião!

Por isso quando recebi uma outra reflexão sobre o que o autor chamou de A Lei do Caminhão de lixo, não pude deixar de associar e completar aquilo que pode ser uma estratégia para se disseminar a boa convivência: Um homem acabara de pegar um taxi e logo em seguida uma manobra brusca do taxista os livrou de um terrível acidente provocado por outro motorista que passou xingando, o taxista simplesmente sorriu e acenou amigavelmente. Então, ante ao espanto do passageiro o falante taxista lhe dizia: - “Muitas pessoas andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, raivas e traumas e descarregam sobre a gente! Apenas sorria, acene-lhes e siga sem pegar o lixo dessas pessoas e nem espalhar em sua casa, no trabalho ou nas ruas, deixe o lixeiro passar, pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia! Ame as pessoas que te fazem bem e trate bem as que não fazem!  

Quem nunca passou por momentos de mau humor puro e simples? Quem mesmo sem querer não magoou ou feriu alguém por estar com raiva de outra pessoa? Quem, mesmo sem razão aparente, despeja grosseria e até impropérios contra alguém que absolutamente nem merece? E ainda, quem, tendo a oportunidade não “solta os cachorros” contra alguém que “precisa ouvir poucas e boas”?

 

Entendo que todos temos maus momentos, mas, temos que aprender a despejar nosso lixo, no confessionário por exemplo, de lá saímos renovados, puros, limpos, para uma vida renovada e cheios da graça de Deus!