Vox Dei nº 429 de 11 de dezembro de 2016

O abalo provocado pela queda do avião com a delegação do time da Chapecoense/SC na Colômbia, ainda repercute no coração das pessoas. Foram setenta e um mortos e seis sobreviventes. Jovens jogadores no auge do sucesso, comissão técnica, profissionais da imprensa, dirigentes e alguns membros da tripulação, tiveram suas vidas ceifadas. O time catarinense iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia, em Medellín.

Em outra ocorrência, uma noiva e todos os ocupantes de um helicóptero, morreram em decorrência da queda do mesmo. A moça estava à caminho da Igreja onde o noivo a esperava para a cerimônia de casamento. Ela queria surpreender o futuro marido e os convidados, fazendo uma entrada apoteótica. Em que pese a tragédia terrível, atrevo-me a dizer que a instituição do matrimônio parece que se perdeu do fundamento da instituição sacramental para dar lugar a uma cerimônia “show”. Muito triste isso!

Duas situações em que se foi da euforia ao desespero, da alegria à tristeza. A cerimônia fúnebre, em meio à uma chuva torrencial em Chapecó, foi ainda mais tocante! Muitos corpos foram levados às suas cidades de origem para serem sepultados, dentre elas o de um jogador de Bragança no Pará.

Este é um tempo de muitas confraternizações, de consumismo, de comer e beber lautamente, mas o país vive em meio a uma crise econômica e política. Muitos países mudaram seus governantes, vivem a perspectiva de outros rumos... parece ser o fim de uma era. É visível, dá pra sentir no dia a dia, no desemprego, na violência urbana, na intolerância explícita, na divisão de opiniões e na falta de paradigmas positivos. O caos parece ter sido instalado tal qual no tempo da velha ordem mundial existente antes do nascimento de Jesus.

Tudo pode nos levar a refletir sobre o verdadeiro sentido da chegada de Jesus e da nova ordem mundial que resultou de Seu nascimento. Desta vez não é preciso esperar pela chegada do Salvador porque Ele já chegou. Quando seguimos fielmente a doutrina Católica Cristã, entendemos o significado de nossa existência, porque Deus não nos criou para viver no caos. Há que se entender que as relações humanas somos nós que tecemos. Desempenhamos o papel exato daquilo que escrevemos para nossas vidas. Deus molda os corações daqueles que O reconhecem.

Vamos dominar o mundo? Vamos colocar em prática a nova ordem proposta por Jesus? Assim, quando chegar a hora de ir ter com o Criador, certamente estaremos preparados e igualmente deixaremos preparados os que ainda ficarão! Viva o amor! Viva a paz!