Vox Dei nº 430 de 18 de dezembro de 2016

Uma pergunta encontrada no livrinho das Novenas de Natal, leva a refletir sobre como vivenciá-lo em meio à crise econômica que o País está vivendo, principalmente aqueles que estão desempregados e que são arrimo de família.

As tradições natalinas envolvem costumeiramente o presépio, que representa o nascimento de Jesus Cristo, a árvore de Natal, a troca de presentes entre familiares e amigos, e uma ceia com produtos importados de outros países como nozes, avelãs, castanhas portuguesas e bacalhau, dentre outros.

Quem tem crianças, e está em situação financeira desfavorável, certamente se ressente em não poder dar o que o filho pede. É constrangedor, porque muitos amiguinhos estarão desfilando na rua com os presentes que ganharam.

Talvez seja a hora certa para demonstrar atitude! Aquela atitude do fazer, do doar o tempo livre, do voltar-se para o sentido próprio do Natal, do exercitar a humildade e, principalmente, do acreditar que é Jesus chegando de uma forma mais presente em sua vida!

Não lamentar e ter uma atitude proativa, pode ser a forma de encontrar o verdadeiro sentido da vinda de Jesus ao mundo e fazê-lo nascer ou renascer, bem vivo, em meio à família. Não deve haver acanhamento em se estar sem condições financeiras para satisfazer os desejos de filhos ou daqueles que esperam receber algum presente.

Não há vergonha em precisar se voltar mais para Deus agora durante o infortúnio. Lembra-se da parábola do filho pródigo? Deus é como aquele pai de braços abertos. Acredite no seu amor e na sua misericórdia para lhe prover ao menos nas suas necessidades básicas.

Fugir para a prática de coisas erradas é indigno demais, é atirar-se no lodo que dificulta o caminhar. Esconder-se no desespero e se recolher em si mesmo também não tem nenhum sentido prático. Encher-se de lamúrias e se fazer adoecer em crises psicossomáticas enchendo-se de remédios, também não trará o status de volta.

Essa é uma situação onde dois lados poderão exercitar um lindo e especial momento, o daqueles que têm e os que não têm.

Quantas pessoas em suas relações mais próximas se encontram em situação difícil, e não só financeira? Seja doença grave ou morte na família, desamor, separações, enfim, há pessoas que precisam de quem as eleve espiritualmente, com palavras, carinho, atenção. Nem sempre a caridade é aquela esmolinha que se dá aos carentes, pode estar bem ali no vizinho, no irmão, no colega que não terá festa no Natal.

Procurar se inteirar da situação dos que perderam emprego, convidá-los a participar de uma reunião fraterna, oferecer uma ajuda, fazer coleta para ajudar numa necessidade mais premente, enfim, as situações são diversas. Pedir ajuda também é ato de caridade consigo mesmo.

É tempo de ter esperança no futuro. Nós mesmos é que plantamos o futuro e a forma como o buscamos. Saber se posicionar perante Deus é atitude de fé de que Ele indicará um caminho.