Vox Dei nº 431 de 25 de dezembro de 2016

Quem é aquele que chega para povoar o imaginário infantil e se materializa nas lojas, na televisão, nos “outdoors”, nas decorações e aparece sentado em uma majestosa poltrona vermelha para ouvir os pedidos dos pequenos e com eles tirar fotos, tão logo se aproxima o Natal?

É ele mesmo, o bom velhinho! Ele carrega um grande saco recheado de presentes e, em seu nome, muitas crianças são disciplinadas para merecer uma recompensa no final do ano: se forem obedientes, recebem um presente de Natal! Se conseguirem conservar-se assim, no ano seguinte tem mais!

E quem disse que ele não existe? Claro que sim! Eu mesma já vi, ganhei presentes e tirei fotos. Ele saía do meio da neve em um trenó que voava puxado por renas! Pena que ele só vinha uma vez por ano! Chato não é? Pois é!

Um dia, eu pensei na minha cabecinha lúcida de criança esperta: “Será que se Jesus não tivesse nascido, a festa do Natal existiria?” “Será que aquele bom velhinho daria todos aqueles presentes?”

A conclusão veio da observação do presépio montado em destaque na entrada da Igreja. Ainda não haviam colocado a figura do Menino Jesus e eu passei a ansiar por vê-lO ali.

Foi numa manhã de Natal quando, numa celebração religiosa, recebi a Primeira Eucaristia. Carreguei a manjedoura com o Menino Jesus numa pequena procissão ao redor da Igreja. Ninguém podia imaginar como me senti importante naquele momento, como aquele gesto foi uma alegria e um privilégio para mim!

Depois da procissão, eu comunguei, recebi Jesus sacramentado na Eucaristia! Foi quando pude sentir o que é ter a honra de carregar verdadeiramente a Jesus! Meu espírito encheu-se de uma graça tamanha que quase não suportava de emoção! Compreendi, naquele momento, o quanto fui agraciada com um presente que jamais se quebraria! A manjedoura era meu coração!

Quando observo, em algumas cerimônias, as pessoas se acotovelando para tentar tocar o ostensório, na adoração eucarística, eu penso o quanto essas pessoas estariam mais próximas de Jesus se elas O recebessem em comunhão na Eucaristia e se transformassem em ostensório vivo, afinal acabaram de receber Jesus sacramentado! É uma forma linda de adoração e fé!

Essa percepção talvez mudasse o mundo! É o mesmo Jesus que tanto enternece e faz o Natal ter espírito de paz! É o presente inesgotável, inquebrável e que dura para sempre, basta carregá-lO consigo em todos os momentos, em todas as suas ações e ter um Feliz Natal sempre, em qualquer tempo!

PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE! FELIZ NATAL A TODOS! É o desejo da PASCOM