Todo mundo espera que a mãe seja uma mulher perfeita, aquela que sabe tudo, que nunca erra, que é justa, dedicada e abnegada em favor dos filhos, que tudo supera e que tudo vence, mas nem sempre é assim.

A mulher moderna pode escolher ser mãe e aguardar docemente o nascimento de seu filho, pode sufocar de carinho, reverberar para o mundo que tem um dom especial e mais ainda, que explode de amor! Ela idealiza a criação que vai dar, luta com especial fervor pela sua educação formal, chama para si toda a responsabilidade sobre tudo o que diz respeito ao filho mesmo que este tenha e/ou conviva com o pai.

Muitas mulheres ao contrário, apesar de gestar e parir, não querem dividir, nem multiplicar, nem somar sua miséria humana, não que essa miséria seja necessariamente econômica, mas aquela egoísta, sem o mínimo espírito de partilha, sem o dom do afeto por ninguém e em especial ao ser que gerou. A essas eu, particularmente não chamaria de mãe.

Apesar de toda boa vontade, de todo amor, de toda a atenção dispensada, nem sempre o filho corresponde ao que a mãe espera dele, resultado: aí ela cobra e briga, se chateia, aborrece com seus pitacos e insiste em “se meter na vida dos filhos” mesmo que estes já estejam adultos, e surgem conflitos e desamor, ficam de mal, querem distância da mãe invasiva e cobradora.

Por sorte, existe outra vertente muito mais numerosa: são as mães amigas, dispostas a estar sempre de ouvidos atentos ao que acontece com e ao redor dos filhos, as que sabem esperar o momento de intervir sem interferir, as que sabem aconselhar e esperar a aceitação do seu conselho, as que sabem calar quando é necessário, as que sabem orientar e dialogar. Estas mães são em geral construídas a partir do exemplo mais perfeito de mãe que já houve sobre a terra: Maria Santíssima, a Mãe de Jesus!

Mães que orientam seus filhos dentro da mais irrestrita conduta cristã, criam pessoas prontas para ser instrumento de união, de paz, de respeito, de amor e fé em Deus. Os filhos, por sua vez, aprenderam a olhar sua mãe com respeito, primeiramente por ser uma irmã em Cristo, uma pessoa a quem se deve toda a consideração, e depois por ser aquela que os gerou.

Celebremos com alegria esse dia dedicado às Mães, rezemos por toda mulher que concebe para que seja um espírito de fortaleza e de doçura, e receba a virtude e a graça de ser uma mãe espelhada na Mãe de Jesus!

A PASCOM DESEJA A TODOS UM FELIZ ENCONTRO ENTRE FILHOS E MÃES!